terça-feira, 24 de maio de 2011

Cary Grant - 1904/1986 - Parte I

Archibald Alexander Leach nasceu em Bristol, Inglaterra. Era filho de Elsie Maria Kingdon (1877/1973) e James Elias Leach (1873/1935). Elsie tinha depressão, motivada pela morte de outro filho, e James a colocou numa instituição para doentes mentais. Archibald só encontraria a mãe, viva, em 1945, pois até então pensava que ela tivesse morrido.




Aos 14 anos, Archibald parou de freqüentar a escola, e começou a estudar em casa. E também falsificou a assinatura do pai, para poder entrar no grupo de teatro de Bob Pender. Em 1920, viajou com o grupo de teatro, para os Estados Unidos, para uma turnê de dois anos. Mas não retornou.Nesse tempo, viajou com espetáculos de vaudeville, pelo território americano, ainda usando seu nome verdadeiro.






Em 1931, ele foi para Hollywood. Lá, resolveu mudar seu nome para Cary Lockwood. Os produtores de Hollywood se impressionaram com seu aspecto, mas não com o nome. Assim, decidiram manter o "Cary", mas mudar o sobrenome. Após escolher bastante, optaram por "Grant". Cary gostou, já que as iniciais CG também pertenciam a Clark Gable e Gary Cooper (invertida). Nascia, assim, o astro Cary Grant.


Em 1932, aos 28 anos, Cary Grant estreou no cinema, e já fez oito filmes, entre os quais This Is the Night (o primeiro), Blonde Venus (com Marlene Dietrich) e Madame Butterfly, entre outros. Abaixo, Cary Grant e Marlene Dietrich:



Em 1933, ele teve o impulso da estrela Mae West (1893/1980), ao fazer dois filmes com ela:  She Done Him Wrong e I'm No Angel. Nesse mesmo ano ele fez mais quatro filmes: The Eagle and the Hawk (com Fredric March e Carole Lombard), The Woman AccusedGambling Ship e Alice in Wonderland (com Gary Cooper). Abaixo, Cary Grant e Mae West:




Em 1934, Cary Grant fez quatro filmes: Thirty Day Princess, Born To Be Bad (com Loretta Young), Kiss and Make-Up e Ladies Should Listen. Nesse ano ele se casou pela primeira vez, com a atriz Virginia Cherril (1908/1996). Esse casamento durou apenas um ano, e ela o acusou de bater nela. Abaixo, Cary e Virginia:




Em 1935, Cary fez mais quatro filmes:  Enter MadameWings in the DarkThe Last OutpostSylvia Scarlett, seu primeiro filme com a atriz Katharine Hepburn. Abaixo, Cary e Katharine:




Em 1936, último ano na Paramount, Cary Grant fez  Big Brown EyesSuzy (com Jean Harlow), The Amazing Quest of Ernest BlissWedding Present. No ano seguinte, já na Columbia Pictures, ele fez When You're in Love, TopperThe Toast of New YorkThe Awful Truth. Abaixo, o ator em 1937:




Com The Awful Truth, Grant descobriu o estilo certo, e o fez nos próximos quatro anos: Bringing up Baby (1938, com direção de Howard Hawks e participação de Katharine Hepburn), Holiday (1938, com direção de George Cukor e participação de Katharine Hepburn), Gunga Din (1939, com direção de George Stevens e participação de Douglas Fairbanks Jr. e Joan Fontaine), Only Angels Have Wings (1939, com direção de Howard Hawks), In Name Only (1939, com Carole Lombard), His Girl Friday (1940, com direção de Howard Hawks), My Favorite Wife (1940), The Howards of Virginia (1940, com direção de Frank Lloyd) e The Philadelphia Story (1940, com direção de George Cukor, e participação de Katharine Hepburn e James Stewart). Como você vê, Carole Lombard, Howard Hawks, George Cukor e Katharine Hepburn eram nomes constantes na Filmografia de Cary Grant. Abaixo, cena de Bringing up Baby (Levada da Breca, 1938):


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Nesse período, os dois maiores filmes de Cary Grant foram com Katharine Hepburn: Bringing up Baby e The Philadelphia Story. Abaixo, cena do segundo:


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E abaixo, cartaz do filme:



terça-feira, 17 de maio de 2011

Claudette Colbert - 1903/1996

Émilie Claudette Chauchoin nasceu na França, em 1903. Era filha de Georges Claude Jeanne Loew Chauchoin. Migraram para os Estados Unidos em 1906. Abaixo, a pequena Émilie, em 1906:




Abaixo, a mãe Jeanne, o irmão George e a pequena Émilie, com 4 anos:




Fonte das fotos: http://www.classicmoviefavorites.com/colbert/bio.html

Em 1918, aos 15 anos, fez sua estréia no teatro. Ela pretendia estudar moda, mas o teatro foi atraindo-a, cada vez mais. Em 1923, aos 20 anos, fez um pequeno papel na Broadway, em The Wild Westcotts. Logo ela assumiu o nome de Claudette Colbert, e decidiu seguir essa vida, de atriz.




Entre 1925 e 1929, Claudette fez inúmeros papéis na Broadway, geralmente interpretando mulheres ingênuas. E, em 1927, ela fez seu primeiro filme, For the Love of Mike, com Ben Lyon (o mesmo que "batizaria Marilyn Monroe, em 1947). Abaixo, Ben Lyon:




Ela só faria outro filme em 1929: The Hole in the Wall, sendo esse seu primeiro filme sonoro. Nele, estreou Edward G. Robinson (1893/1973). Em seguida, no mesmo ano, ela fez The Lady Lies. Estava com 26 anos.


Em 1930, ela fez quatro filmes: Young Man of Manhattan (com Ginger Rogers), The Big Pond (com Maurice Chevalier), ManslaughterMysterious Mr. Parkes (falando em francês). Abaixo, Claudette e Norman Foster em Young Man of Mahhattan:




Norman Foster (1903/1976) havia se casado com Claudette em 1928. Em 1931, mais quatro filmes: Honor Among LoversThe Smiling Lieutenant (com Maurice Chevalier, o segundo), Secrets of a Secretary His Woman (com Gary Cooper). Abaixo, Maurice e Claudette, em The Smiling Lieutenant:




Em 1932, ela fez cinco filmes: The Wiser Sex, Misleading LadyThe Man from Yesterday (com Charles Boyer), The Phantom PresidentThe Sign of the Cross (direção de Cecil B. DeMille, com Fredric March). Em Sign of the Cross, DeMille conseguiu uma quase nudez por parte de Claudette, um abuso para a época:




Esse filme foi um dos que motivou a criação de uma censura nos estúdios de Hollywood. O Motion Picture Production Code foi criado em 1930, mas vigorou entre 1934 e 1968, a fim de moralizar Hollywood. Por ele, bandidos não poderiam ter a simpatia do público,  autoridades teriam que ser mostradas com respeito, e não poderiam haver cenas de sexo fora do casamento, entre outras medidas...


Em 1933, ela fez quatro filmes: Tonight Is Ours (segundo filme com Fredric March), I Cover the Waterfront (segundo filme com Ben Lyon), Three-Cornered MoonTorch Singer.


Mas o "ano" de Claudette Colbert foi, sem dúvida, 1934. Nesse ano ela fez Four Frightened People (novamente dirigida por Cecil B. DeMille), It Happened One Night (Aconteceu Naquela Noite, dirigida por Frank Capra, contracenando com Clark Gable), Cleopatra (terceiro filme com DeMille) e Imitation of LifeIt Happened One Night e Cleopatra são os dois filmes mais lembrados, na Filmografia de Claudette Colbert. E Ela ganhou o Oscar de Melhor Atriz por It Happened One Night


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Nos anos seguintes, ela ainda faria diversos filmes, como Private Worlds (1935, com Charles Boyer), Bluebeard's Eighth Wife (1938, com Gary Cooper), Zaza (1939, dirigida por George Cukor), Midnight (1939, com John Barrymore e Mary Astor), Drums Along the Mohawk (1939, com Henry Fonda, dirigida por John Ford, seu primeiro filme colorido). Abaixo, Colbert em Cleopatra (1934): 




Em 1935, o casamento com Norman Foster acabou, e ela casou com Joel Pressman, com quem viveu até a morte dele, em 1968. E os filmes continuavam: It's a Wonderful World (1939, com James Stewart), Boom Town (1940, com Clark Gable e Spencer Tracy), So Proudly We Hail! (1943, com George Reeves, Paulette Goddard e Veronica Lake). Abaixo, a atriz, em 1939:




Nessa época (1943), ela estava com 40 anos, e ficou indignada quando repórteres perguntaram a Paulette Goddard quem ela preferia. A atriz teria respondido: "Veronica, pois temos idades próximas". Em Hollywood, naquela época, essa fala equivalia a chamar Claudette de "velha" ou "ultrapassada". Esse fato prejudicou o relacionamento das duas, durante as filmagens...


Mas, mesmo assim, os filmes continuaram: Since You Went Away (1944, com Jennifer Jones e Shirley Temple), Guest Wife (1945, com Don Ameche), Tomorrow Is Forever (1946, com Orson Welles), Without Reservations (1946, com John Wayne), Let's Make It Legal (1951, com Robert Wagner e Marilyn Monroe). Abaixo, Colbert em 1943:




Claudette Colbert fez mais alguns filmes: The Planter's Wife (1952), DestinéesRoyal Affairs in Versailles (ambos de 1954, em francês),  Texas Lady (1955) e Parrish (1961, com Troy Donahue). No total, foram 63 filmes, sendo que o último foi feito quando ela tinha 58 anos. Abaixo, Claudette em 1947:




Um dos episódios que a atriz se lamenta, é o de ter "perdido" o papel em All About Eve (1950, A Malvada). Ela se acidentou e não pôde interpretar o papel, que acabou indo para as mãos de Bette Davis, que ganhou Oscar de Melhor Atriz. Abaixo, Claudette e Marilyn Monroe, no filme Let's Make It Legal, de 1951:




Mesmo não fazendo mais filmes, ela ainda continuou atuando na Broadway, comprou uma casa de verão em Barbados e viveu sua vida em paz, até 1996, quando morreu, aos 93 anos de idade.





domingo, 15 de maio de 2011

Os Primeiros Filmes da História do Cinema - Parte 1

Como sabemos (nós, os cinéfilos), a primeira sessão de cinema ocorreu em 1895, no mês de novembro. Os irmãos Lumière (Auguste e Louis) foram os responsáveis por levar cerca de 20 pessoas para ver um trem saindo da estação e trabalhadores saindo da fábrica.

Mas, como também sabemos, ainda não havia enredo nesses filmes. Então, eles não podem ser chamados exatamente de "filmes", entendendo essa palavra como significativa de uma "história" que passa na "tela", com "personagens", "cenário", etc.

Diante disso, nossa missão aqui, hoje, é simples: desvendar e analisar os primeiros filmes da História do Cinema, num período que vai de 1895 a 1910.

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O primeiro "filme" é de 1895. Chama-se L'Arroseur Arrosé e é francês. Foi dirigido por Louis Lumière (1864/1948) e tem apenas 44 segundos. Nele, vemos dois "atores", François Clerc e Benoît Duval, num jardim. Um deles está regando as plantas e o outro o atrapalha, pisando na mangueira e molhando-o. O "jardineiro" persegue o outro e o molha também. Apesar de simples, possui um "enredo"...


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Nosso segundo "filme" também é de 1895. Foi dirigido por Alfred Clark e produzido por Thomas Edison (1847/1931). Em apenas 18 segundos de filmes, podemos ver 10 homens e 3 mulheres, com roupas antigas, representando a execução da rainha Mary Stuart, da Escócia, em 1587. A atriz está vendada (não sabemos quem é), e é substituída por um manequim, que é decapitado. Além de ter um fundo histórico, esse "filme" possui uma cena de violência, que hoje é usada apenas por filmes de terror ou de impacto.

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Nosso terceiro "filme" é de 1896 e foi realizado na França, sendo dirigido por Alice Guy Blache (1873/1968), uma das primeiras mulheres a "dirigir" um filme, senão a primeira. O "filme" em questão se chama La Fée aux Choux (A Fada dos Repolhos). Ele mostra, em 57 segundos, uma mulher, vestida com um vestido claro e com flores no busto, cercada por "repolhos gigantes" (talvez para fazê-la parecer pequena). Ela começa a "tirar" crianças de trás dos repolhos, numa alusão ao mito de que as crianças "nascem de repolhos". Após "tirar" duas crianças, ela apenas mostra uma terceira que talvez seja um manequim...


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O quarto "filme" não tem um enredo, mas resolvi colocá-lo, pois é o primeiro beijo da história do cinema. Ele é de 1896, e foi dirigido por William Heise para Thomas Edison. O casal que se beija é formado por John C. Rice (1858/1918) e May Irwin (1862/1938). Eles não eram casados, e haviam dado esse beijo na cena final da peça A Viúva Jones (1895). Thomas Edison os contratou, apenas para repetirem o beijo diante das câmeras. Foi chamado de "repugnante", provocou severas críticas nos jornais e até a polícia teve que intervir, em alguns lugares. Obviamente, o "filme" se chama The Kiss.


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O quinto e último filme que veremos hoje chama-se Le Manoir du Diable (A Casa do Diabo), e foi feito em 1896, na França. Em incríveis 3 minutos e dezenove segundos, podemos ver o seguinte: um castelo, onde aparece um morcego voando (vemos que é de mentira a quilômetros). No nono segundo, ele se "transforma" numa pessoa (alusão aos vampiros), e começa a caminhar. Ele "pensa" um pouco, e faz "aparecer" um caldeirão, no segundo 16. No segundo 25, ele faz uma "mágica" e cria uma fumaça, de onde "sai" mais alguém. O que parece ser um servo do "vampiro" fica avivando o fogo do caldeirão até que, no segundo 33, "aparece" alguém dentro do caldeirão. Vemos que é uma mulher e que, logo em seguida, ela está fora do mesmo. O "vampiro" fala algo para ela e a encaminha para uma porta. Em seguida, ele "fala" com o servo e faz aparecer uma espécie de "livro de poções" (talvez um grimório). Ele escreve algo e, no segundo 54, o servo "desaparece" com o livro. No segundo 57, é o caldeirão que "desaparece", com um gesto do "vampiro". No minuto 1:04 ele pega a capa e também "desaparece", logo no momento em que alguém chega. São dois homens, que chegam conversando. Um parece estar mostrando a "casa" para o outro. No minuto 1:13, o servo "reaparece", segurando um tridente, ou algo parecido. Os dois homens parecem não vê-lo, e ele cutuca o traseiro de um dos homens. Ele dá a volta e cutuca o traseiro do outro, e desaparece. Os dois ficam olhando, provavelmente "procurando algo". Um faz menção de fugir e o outro o impede. Mas, após despistá-lo, ele foge. O outro homem fica sozinho na cena (minuto 1:29). Ele fica indo de um lado para outro, gesticulando e "falando sozinho". No minuto 1:40 ele vai sentar num banco que está ao lado da porta, por onde passou a mulher. Repentinamente, aparece um esqueleto, "sentado" nesse banco. Ele dá um salto, e fica observando o esqueleto, totalmente desnorteado. No inuto 1:46 ele faz um gesto com sua espada, como se fosse golpear o esqueleto, que se transforma no morcego. Ele tenta agarrar o morcego que, no minuto 1:53, se transforma no "vampiro" (ou "bruxo", ou o "diabo" do título). Ele fica assustado com a aparição e, enquanto isso, o "monstro" faz "aparecer" o seu servo (1:58). Ele pega sua capa e a joga no chão. O servo se joga em cima dela, e ambos "desaparecem". O homem faz menção de que vai sair mas, no minuto 2:05, aparecem quatro fantasmas, (sabemos por causa dos lençóis brancos), que avançam sobre ele. Ele leva um susto tão grande que "desmaia" (2:12). Os fantasmas "desaparecem" logo em seguida. No minuto 2:16, ele "acorda" e no minuto 2:25 o "monstro" traz a mulher, que estava no outro aposento. Ela está vestida como uma grega (assim como quando saiu do caldeirão). O homem se encanta por ela e se ajoelha pra beijar a sua mão. Nesse momento, ela se "transforma" numa velha ou na morte, com um manto branco e um cajado nas mãos (2:31). O homem dá outro pulo e faz menção de agredi-la. Nisso, aparecem os quatro fantasmas (2:34), e o outro homem (2:37). Os dois vão "agredir" os "monstros", quando aparecem vassouras nas suas mãos, eles começam a andar em círculos (alguma magia, talvez). Um dos homens "foge" por um canto e "reaparece" pela porta onde a mulher saíra, com os "monstros o perseguindo. Ele corre e "se joga" pela sacada, sendo observado pelos outros. No minuto 2:59, os "monstros desaparecem", e o homem fica olhando. No minuto 3:05, ele vai em direção à sacada, parecendo contente, quando depara com o "monstro/vampiro/bruxo". Os dois se enfrentam, até que no minuto 3:10, o homem pega uma cruz que estava na parede, e mostra por "monstro", que se assusta e recua. O filme termina nesse ponto...Sabemos que, além do próprio Méliès (no papel de Mefistófeles), temos aqui a presença da atriz Jeanne d'Alcy (1865/1956), a mais antiga atriz de cinema francesa, no papel da "mulher". Eles eram casados, e ela participou de outros "filmes" dele. 


Esse "filme de terror" foi realizado por Georges Méliès (1861/1938), considerado um dos primeiros diretores e ilusionista, a usar os recursos que o cinema poderia oferecer. Cabe lembrar que os irmãos Lumière não acreditavam que o cinema pudesse ser usado comercialmente, ao mesmo tempo em que Méliès começou a usar esses recursos, justamente para conseguir dinheiro, em troca de seus "filmes". Nesse aqui, por exemplo, ele apenas usou o recurso de "cortar" a película, para dar a impressão de que pessoas e objetos "apareciam" e "desapareciam". Para a época, foi um avanço, e ele pôde "contar uma pequena história", com cenário, personagens e enredo, apenas com alguns truques. Esse pode ser considerado um dos primeiros "filmes de terror" de que temos notícia...Abaixo, Méliès:



sábado, 14 de maio de 2011

Recapitulando...

Apenas para efeito de organização, as Biografias que já postei:

1) Stan Laurel (1890/1965, o "Magro") e Oliver Hardy (1892/1957, o "Gordo") - 26/11/2010


2) D. W. Griffith (1875/1948) - 4/12/2010


3 e 4) Douglas Fairbanks (1883/1939) & Mary Pickford (1892/1979) - 7/12/2010


5) Rodolfo Valentino (1895/1926) - 29/12/2010


6 e 7) Nita Naldi (1897/1961) e Edith Head (1897/1981) - 7/01/2011


8) Sergei Eisenstein (1898/1948) - 11/01/2011


9) Fred Astaire (1899/1987) - 14/01/2011


10) Spencer Tracy (1900/1967) - 22/02/2011 (Parte I) e 01/03/2011 (Parte II)


11) Clark Gable (1901/1960) - 5/3/2011 (Parte 1), 8/3/2011 (Parte 2) e 12/3/2011 (Parte 3)



12) Gary Cooper (1901/1961) - 5/3/2011 (Parte 1) e 19/03/2011 (Parte 2)


13) Marlene Dietrich (1901/1992) - 5/3/2011 (Parte 1) e 25/03/2011 (Parte 2)


14) Norma Shearer (1902/1983) - 24/04/2011


15) Bing Crosby (1903/1977) - 14/05/2011


P.S.: obrigado pelo convite, Carla! Já adicionei o Blog!

Bing Crosby - 1903/1977



Existem atores e atrizes que são mais lembrados por outros dons, do que pela atuação. É assim com os cantores Frank Sinatra (1915/1998), Elvis Presley (1935/1977) e Madonna (1958/), com o dançarino Fred Astaire (1899/1987), com a nadadora Esther Williams (1921//) e com a patinadora Sonja Henie (1912/1969). E foi assim com o ator/cantor Bing Crosby.

Harry Lillis "Bing" Crosby nasceu em 1903, no estado de Washington, Estados Unidos, e foi o quarto de sete filhos, cujos pais foram Harry Lincoln Crosby e Catherine Helen Harrigan. Eram descendentes de irlandeses.


"Bing" começou sua carreira na década de 20 e em 1925 foi contratado para cantar por 150 dólares por semana. Sua primeira gravação foi I've Got a Girl (1926). 
Ouça a música: http://www.youtube.com/watch?v=sJ924B3Bgro

Abaixo, Bing Crosby em 1927:



Nesse tempo ele ainda cantava com outras pessoas. Somente em 1931 é que ele lançou carreira solo, no rádio.



O estilo de cantar de Al Jolson e Bing Crosby, entre outros, é que deu origem ao que hoje chamamos de "crooner". Em 1930, ele participou do filme The King of Jazz. Depois fez Reaching for the MoonOne More Chance (1931), Dream HouseThe Big Broadcast (1932), Blue of the Night, College HumorToo Much Harmony, PleaseGoing Hollywood (1933). Abaixo, Bing Crosby e Marion Davies em Going Hollywood:




Em 1934, Bing Crosby fez Just an EchoWe're Not Dressing (onde ele canta Stormy Weather) e Here Is My Heart. Em 1935 fez MississippiTwo for TonightThe Big Broadcast of 1936 (do qual também participou Carlos Gardel). Em 1936 fez Anything GoesRhythm on the RangePennies from Heaven. Abaixo, Bing Crosby e Ethel Merman, em Anything Goes (1936):




Em 1937 ele fez Waikiki WeddingDouble or Nothing; em 1938 fez Sing You Sinners; em 1939 fez Paris Honeymoon, East Side of HeavenThe Star Maker. Em 1940 fez Road to SingaporeIf I Had My WayRhythm on the River. Abaixo, Bing Crosby cantando Too Romantic com Dorothy Lamour, em Road to Singapore (1940):


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Na década de 40, Bing Crosby fez 24 filmes, entre os quais Road to Zanzibar (1941), Holiday Inn (1942, onde ele canta White Christmas, que está no início do post), Going My Way (1944, com o qual ele ganhou Oscar de Melhor Ator), Road to Rio (1947), The Emperor Waltz (1948), e muitos outros. Muitos desses filmes contaram com a participação de Bob Hope (1903/2003) e Dorothy Lamour (1914/1996):






Na década de 50, Bing Crosby fez 21 filmes, entre os quais Here Comes the Groom (1951), The Greatest Show on Earth (1952), White ChristmasThe Country Girl (1954), High Society (1956), e outros. Abaixo, Bing Crosby, Danny Kaye (1913/1987), Vera-Ellen (1921/1981) e Rosemary Clooney (1928/2002) cantando White Christmas:


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Na década de 60, Bing Crosby fez The Road to Hong Kong (1962), Robin and the 7 Hoods (1964) e Stagecoach (1966). Na década de 70 ele fez Cancel My Reservation (1972) e That's Entertainment! (1974), seu último filme.


Além de ser lembrado pela música de Natal, Bing Crosby e Bob Hope fizeram enorme sucesso entre as tropas americanas, na época da Segunda Guerra Mundial:




Os dois (Bob e Bing) fizeram sete filmes juntos, consagrando-se como uma dupla de sucesso. Mas Bing Crosby é considerado um dos maiores atores norte americanos, junto com Clark Gable e John Wayne. Mas ele também fez sucesso cantando com outros cantores, como Frank Sinatra (abaixo, ambos cantando Jingle Bells):


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Bing Crosby se casou duas vezes. A primeira vez foi com a atriz e cantora Dixie Lee (1911/1952). Eles estiveram casados de 1930 até a morte dela, em 1952. O casal teve quatro filhos: Gary (ator e cantor), Dennis (ator) e Philip (ator e cantor), gêmeos e Lindsay (ator e cantor). Em 1957, ele se casou com a atriz Kathryn Grant Crosby (1933/), com quem teve mais três filhos: Harry (ator e cantor), Mary (atriz) e Nathaniel (jogador de golfe). Lindsay suicidou-se em 1989 e Dennis suicidou-se em 1991. Alguns dos filhos diziam que Bing Crosby era frio, distante e cruel, como pai...


Bing Crosby morreu em 1977, aos 74 anos de idade.







sexta-feira, 6 de maio de 2011

As 20 Maiores Atrizes do Século XX

Recentemente, postei as 100 maiores atrizes do Século XX. Uma para cada ano. Mas pensei, então, em quem seriam as maiorais. A minha estratégia foi observar a filmografia, não em quantidade, mas em qualidade, em filmes conhecidos, e também a beleza. Assim, por eliminação, tive:

1) Primeira Década: Marlene Dietrich não fez filmes muito conhecidos aqui no Brasil; Greta Garbo foi um pouco mais famosa; Katharine Hepburn seria mais conhecida pelos filmes, mas não tanto pela beleza; Carmen Miranda era produto nacional...Acredito que os destaques seriam Greta e Carmen:


Greta Garbo nasceu na Suécia, em 1905. Fez cerca de 30 filmes, nas décadas de 20 e 30. Morreu em 1990.


Carmen Miranda nasceu em Portugal, em 1909, mas foi criada no Brasil. Fez pouco mais de 20 filmes, nas décadas de 30 e 40. Morreu em 1955.

2) Década de 10: nessa década, nasceram muitas mulheres lindas. Mas o meu destaque vai para duas:


Hedy Lamarr: nasceu na Áustria, em 1913, e era muito inteligente. Fez cerca de 35 filmes, nas décadas de 30, 40 e 50. Morreu em 2000.


Rita Hayworth: nasceu nos Estados Unidos, em 1918. Fez cerca de 65 filmes, entre as décadas de 30, 40, 50, 60 e 70. Era chamada de "a deusa do amor". Morreu em 1987.

3) Década de 20: nessa década, nasceram muitas atrizes, lindas e talentosas. Foi uma escolha difícil. Mas escolhi essas duas:


Ava Gardner: nasceu em 1922, nos Estados Unidos. Fez cerca de 60 filmes, entre as décadas de 40 e 80. Morreu em 1990.


Marilyn Monroe: nasceu em 1926, nos Estados Unidos. Fez cerca de 30 filmes, entre as décadas de 40 e 60. Morreu em 1962.

4) Década de 30: muitas atrizes bonitas e talentosas. Mas, na minha votação, as duas maiores dessa década foram:


Elizabeth Taylor: nasceu em 1932, na Inglaterra, fez mais de 70 filmes, desde a década de 40 até a 2001. Morreu em 2011.


Romy Schneider: nasceu em 1938, na Áustria. Fez mais de 60 filmes, e morreu em 1982.

5) Década de 40: as duas atrizes que selecionei, na década de 40, não são tão famosas como suas antecessoras. Mas são muito bonitas:


Jacqueline Bisset: nasceu na Inglaterra, em 1944. Fez mais de 60 filmes, muitos para a TV, a partir das décadas de 60 e 70.



Farrah Fawcett: nasceu em 1947, nos Estados Unidos. Fez cerca de 15 filmes, entre as décadas de 60, 70 e 80. Morreu em 2009.

6) Década de 50: as mais belas, que nasceram nessa década, foram:


Isabelle Adjani: nasceu em 1955, na França. Já fez 32 filmes, a partir de 1970 (o último foi em 2010).


Madonna: nasceu nos Estados Unidos, em 1958. Fez 22 filmes, entre 1979 e 2008.

7) Década de 60: vou destacar duas, entre tantas beldades:


Sandra Bullock: nasceu em 1964, nos Estados Unidos. Já fez mais de 40 filmes, a partir de 1987.


Jennifer Connelly: nasceu em 1970, nos Estados Unidos. Já fez mais de 30 filmes, a partir de 1984.


8) Década de 70: nessa década, destaco duas mulheres que, além de talentosas, são belíssimas:




Angelina Jolie: nasceu em 1975, nos Estados Unidos. Já fez quase 40 filmes, se incluirmos aqueles em que ela apenas emprestou sua voz.


Liv Tyler: nasceu em 1977, nos Estados Unidos. Fez mais de 20 filmes, a partir de 1994.

9) Década de 80: destaco duas atrizes, apesar de ficar em dúvida (apontaria três):


Anne Hathaway: essa atriz, nascida em 1982, nos Estados Unidos, só podia fazer sucesso, tendo o mesmo nome que a mulher de William Shakespeare. Já fez cerca de 20 filmes.


Megan Fox: nascida em 1986, nos Estados Unidos, Megan não é exatamente uma atriz talentosa. Mas é uma das mais belas da atualidade...Já fez 11 filmes...

10) Década de 90: apesar de terem nascido em outras décadas, incluí essas duas nessa década. Por isso, as mantenho aqui:


Milla Jovovich: nasceu na Ucrânia, em 1975. Já fez cerca de 30 filmes, desde a década de 80.


Keira Knightley: nasceu em 1985, na Inglaterra. Já fez mais de 25 filmes, desde a década de 90.

Assim, temos uma lista de 20 das melhores atrizes do século 20. Muitas, escolhidas pelo talento, e outras, pela beleza. A grande maioria com cabelos escuros, exceção para as loiras Marilyn e Farrah, e a ruiva Rita. Onze nascidas nos Estados Unidos, três na Inglaterra, duas na Áustria, uma na Suécia, uma em Portugal, uma na Ucrânia e uma na França. Agora, pensarei no critério para reduzir a lista para dez atrizes, e postarei em breve o resultado...