quarta-feira, 30 de maio de 2012

Conheça os 10 maiores comediantes americanos do cinema antigo


Conheça os 10 maiores comediantes americanos do cinema antigo


Enquanto a comédia britânica vem dos diálogos afiados e a brasileira do ambiente circense, a comédia americana nasceu nos palcos dos burlescos vaudeville. Essa baratíssima forma de entretenimento popular, febre no começo do século 20, unia dança, comédia, drama e até strip-tease e muitos grandes artistas de cinema, inclusive Chaplin, começaram aí.

Os primeiros filmes mudos traziam a fórmula desenvolvida nos teatros, especialmente no tocante à piada física (onde a pessoa cai, estapeia, se machuca para fazer os outros rirem). E também daí que veio a tradição americana dos one man show, comediantes que sozinhos no palco, contam piadas e zombam de situações cotidianas. Se Charles Chaplin foi o grande rei da comédia antiga e Lucille Ball a rainha da televisão, então podemos concluir que este reino era repleto de súditos especialistas na arte de rir. Confirma a seguir os grandes nomes da comédia americana que fizeram o mundo gargalhar dos anos 10 aos anos 60:

Keystone Cops: foi uma série de curtas produzida por Mack Sennet entre 1912 e 1917 com um esquadrão de polícia totalmente atrapalhado. Eram famosos pelas cenas ousadas envolvendo carros e trens e pelos acidentes bizarros que causavam. O comediante Roscoe "Fatty" Arbuckle, que depois viu sua carreira afundar devido a um processo de estupro de uma menor, começou nesse grupo, assim como Charles Chaplin.

Harold Lloyd: foi um dos mais populares atores do filme mudo, tendo feito mais de 200 filmes entre 1914 e 1947. Com cara de bebezão, Lloyd arriscava a vida por uma boa piada, como em Safety Last de 1923, onde escala um prédio pelas paredes externas, sem proteção e ainda acabou perdendo dois dedos na explosão de uma bomba em um de seus filmes. Além disso, era fotógrafo profissional e chegou a retratar nus de Bettie Page e Dixie Evans para revistas masculinas.

Buster Keaton: o homem que nunca sorria, eleito um dos maiores diretores e atores de todos os tempos pela revista Entertainment Weekly e pelo American Film Institute, era outro que punha sua integridade física a serviço do riso. Em A General, anda em rodas de um trem em movimento. Em Steamboat Bill Jr., ficou famosa a sua cena onde a fachada de uma casa cai inteira sobre ele, e o rapaz se salva graças a uma janela aberta que passa por seu corpo. Apareceu, depois de velho, em Luzes da Ribalta de Chaplin, em A Volta ao Mundo Em 80 Dias e ainda em um episódio da série de TV, Twilight Zone.

O Gordo e o Magro: o inglês Stan Laurel e o americano Oliver Hardy formaram uma das duplas mais conhecidas da comédia americana. Oficialmente a reunião ocorreu no filme The Second Hundred Years de 1927 e durou até final dos anos 50. Misturando comédia física e até violentas com piadas finíssimas, incorporavam o espertão Hardy que sempre sabe tudo e se dava mal e o inocente e chorão Stanley. Na realidade, o gênio da dupla era o inglês que bolava os roteiros e as situações. A união entre os dois era tão forte que combinaram verbalmente nunca aparecerem nas telas sozinhos e mesmo anos depois da morte de Oliver, Laurel recusou papéis em nome da promessa.

Os 3 Patetas: os irmãos Howard e seu amigo de infância Larry Fine eram os reis da comédia violenta e ultrajante que fizeram sucesso não só no cinema, mas também na adaptação para a TV. Começaram a trabalhar juntos em 1925 e a carreira durou até os anos 70, com várias alterações no elenco. A primeira formação do grupo foi com Moe, Larry e Shemp Howard, mas o último abandonou o grupo sendo substituído pelo irmão, Curly. Em 1946, Curly teve um derrame e Shemp voltou ao grupo, mas 11 depois morreu de um súbito ataque cardíaco. Entra em cena Joe Besser, que, para tristeza dos fãs, incluiu em seu contrato que não poderia apanhar de Moe ou Larry (exigência que acabou caindo depois, desde que ele pudesse revidar). A Columbia decidiu acabar com o trio, já que era considerado "ultrapassado", mas o sucesso de seus curtas na TV, fizeram com que o estúdio voltasse atrás e colocasse os comediantes de volta no cinema em longas. Começa aí a fase onde Joe de Rita, conhecido por Curly-Joe, participa como o terceiro pateta. Tanto Moe quanto Larry morreram em 1975 e deixaram saudade para muita gente.

Os Irmãos Marx: Groucho, Chico e Harpo Marx levaram literalmente o seu show de vaudeville para as telas de cinema. O trio era tão afiado que chegou um ponto onde não tinham script, só situações a serem interpretadas (à caótica maneira deles, óbvio). Groucho ficava com as piadas verbais e tiradas sarcásticas, enquanto Harpo sempre interpretava um mudo e era famoso por suas gags visuais, tão imitadas depois pelos desenhos animados de Pernalonga ou Pica-Pau. Chico fazia o tipo italiano e era a ponte para as situações. Seus filmes se dividem em duas fases: na Paramount, onde se concentram as melhores obras do trio e depois na MGM, RKO e United Artists. Foi na Metro que estrearam sua comédia mais famosa, Uma Noite na Ópera (que depois virou nome de disco do Queen, assim como A Day at The Races). Além disso, tinham seu próprio programa de rádio e Groucho ainda foi o apresentador de bem-sucedido programa de TV de competição com perguntas e respostas, You Bet Your Life. Nesse último os convidados não tinham medo das perguntas de Groucho e sim das suas réplicas. Ao entrevistar uma moça que nos anos 50, era a única mulher em seu local de trabalho, ele perguntou: "Você não é muito assediada?". E ela respondeu: "quando alguém passa do limite, eu mostro minha aliança". E na hora, o comediante atacou: "mas o anel só protege um dedo!". Genial.

W. C. Fields: ator, comediante e ilusionista, Fields criou em seus filmes um dos maiorespersonagens da primeira metade do século 20, um beberrão avesso a pessoas que acabava atraindo a simpatia de todos, apesar de seus conceitos distorcidos e sobre cruéis sobre cachorros, crianças e mulheres. Sua interpretação era tão convincente que as pessoas achavam que ele era daquele jeito na vida real, embora, muitos anos após sua morte em 1946, alguns conhecidos afirmaram que Fields tinha algumas características de sua criação. A famosa frase, "eu nunca bebo água porque os peixes fazem coisas nojentas nela", é de sua autoria.

Abbot e Costello: mais uma dupla genial que fez muito sucesso lá fora e é pouco conhecida aqui no Brasil. Foram a maior bilheteria de 1942 e seus filmes constaram entre os 10 mais rentáveis dos EUA até 1952, quando partiram para a televisão. Abott era o irritadiço amigo de Costello, um gordinho com cara de puro, invertendo a situação que vimos com Laurel and Hardy. Trabalharam juntos até o final dos anos 60.

Jerry Lewis: quem nunca se divertiu com os filmes de Jerry Lewis, acompanhado ou não de Dean Martin? Considerado um gênio da comédia pelos franceses, Lewis unia comédia física com piadas beirando o surreal com o a da máquina de escrever invisível em Errado para cachorro. Sua parceria com Martin começou em shows em bares e palcos e acabou devido a desentendimentos entre suas esposas. Mesmo sozinho, Lewis escreveu, dirigiu e protagonizou comédias fantásticas como O Professor Aloprado, O Terror das Mulheres e O Cinderelo Trapalhão, sendo que em algumas fazia vários papéis. Afastado a anos das telas, especialmente devido a dores em suas costas causadas por uma queda de um piano em um show de 1965, Lewis é o criador e apresentador do Teleton.

Peter Sellers: o ator inglês migrava da comédia para o drama e personificou o palhaço triste em sua vida real. Sua maior característica era fazer vários personagens num mesmo filme, como em Dr. Fantástico de Stanley Kubrick onde interpreta o Tenente Mandrake, o presidente dos EUA e o Dr, Strangelove ou em Rato que ruge onde personificava a Gran Duquesa Gloriana XII, o primeiro-ministro Conde Rupert Mountjoy e o militar Tully Bascombe. Ficou conhecido por ter interpretado o Inspetor Clouseau em cinco filme da série A Pantera Cor de Rosa e pela hilariante comédia Um Convidado Bem-Trapalhão.

fonte: Claudio R S Pucci (Terra cinema)

Postado em: http://umanoiteamericana2.blogspot.com.br/2009/05/conheca-os-10-maiores-comediantes.html - 2 de maio de 2009

domingo, 20 de maio de 2012

História do Cinema - Parte 21 (1911)


Fatos de 1911:

* Hiram Bingham (1875/1956) redescobre as ruínas de Macchu Picchu, no Peru



* A Monalisa foi roubada do Louvre (Paris), e encontrada 28 meses depois




* Itália declara guerra ao Império Otomano




Nascimentos:


Estelle Merle Thompson (Merle Oberon, 1911/1979)



Harlean Harlow Carpenter (Jean Harlow, 1911/1937)




Maureen Paula O'Sullivan (Maureen O'Sullivan, 1911/1998)




Vincent Leonard Price Jr. (Vincent Price, 1911/1993)




Virginia Katherine McMath (Ginger Rogers, 1911/1995)




Spangler Arlington Brugh (Robert Taylor, 1911/1969)




Lucille Désirée Ball (Lucille Ball, 1911/1989)




Fortino Mario Alfonso Moreno Reyes (Cantinflas, 1911/1993)




Leonard Franklin Slye (Roy Rogers, 1911/1998)

Outros

Thomas Edison  tem 64 anos,   Georges Méliès  tem 50 anos,  Auguste Lumière tem  49 anos e  Louis Lumière tem  47 anos.  Flo Ziegfeld tem  44 anos,  Marie Dressler  tem 43 anos   Anna Held tem  39 anos.  Louis Feuillade tem 38 anos ,  DW Griffith tem 36 anos e   Lionel Barrymore tem 33 anos Alla Nazimova  e  Ethel Barrymore  têm 32 anos.  Tom Mix ,   Mack Sennett  e  WC Fields  têm  31 anos,  Cecil B. DeMille  têm 30 anos.  John Barrymore   e  Bela Lugosi  têm 29 anos,  Lon Chaney ,  Douglas Fairbanks  e Walter Huston têm 28 anos ,  Emil Jannings  e  Louis B. Mayer  têm 27 anos,  Wallace Beery e Theda Bara  têm  26 anos,  Al Jolson  têm 25 anos,  "Chico" Marx  e  Boris Karloff  têm 24 anos,  Maurice Chevalier,  "Harpo" Marx  e   FW Murnau  têm 23 anos,  Victor Fleming, Pearl White Warner Baxter   e   "Charlie" Chaplin têm 22  ano.   Stan Laurel   e   "Groucho" Marx  têm 21 anos,  Oliver Hardy ,  Ernst Lubitsch ,  Mary Pickford ,  Jack Warner  e  "Gummo" Marx  têm 19 anos.   Leslie Howard ,  Harold Lloyd ,  Mae West  e  Lilian Gish  têm 18 anos. Norma Talmadge, John Ford e Jean Renoir  têm 17 anos , Rodolfo Valentino Buster Keaton têm  16 anos , Howard Hawks  tem 15 anos  Marion Davies,  Pola Negri,  Nita Naldi, Frank Capra e Edith   Head têm 14 anos .  Sergei Eisenstein e Dorothy Gish têm  13 anos. Ramon Novarro,  Gloria Swanson,  Fred Astaire,  Irving Thalberg e Humphrey Bogart têm  12 anos   Luis Buñuel ,   Spencer Tracy, Jean Arthur e Richard Hollingshead têm 11 anos . Clark Gable, "Zeppo" Marx,  Gary Cooper, Walt Disney e  Marlene Dietrich   têm 10 anos .  Tallulah Bankhead , David O. Selznick , William Wyler, Norma Shearer,  Leni Riefenstahl,  Larry Fine Margaret Hamilton têm 9 anos . Vincent Minelli, Bing Crosby,  Bob Hope, Jeanette MacDonald,  Claudette Colbert e "Curly" Howard têm 8 anos  Cary Grant,  John Gielgud, Pedro Vargas, Jean Gabin, Peter Lorre, Greer Garson, Dick Powell e George Stevens   têm 7 anos  .  Robert Donat, Joan Crawford, Joseph Cotten, Henry Fonda, Clara Bow, Myrna Loy e  Greta Garbo  têm 6 anos. John Carradine, Lon  Chaney Jr., Madeleine Carroll, Lou Costello, Mary Astor, Roberto Rossellini, Billy Wilder, Janet Gaynor, Luchino Visconti e Louise Brooks têm 5 anos. Ray MillandCesar RomeroKatharine Hepburn, Laurence Olivier Barbara Stanwyck e Burgess Meredith têm 4 anos. Anna Magnani, Michael Redgrave, David Lean, Bette Davis, Eve Arden, James Stewart, Mel Blanc, Don Ameche, Carole Lombard e Manoel de Oliveira têm 3 anos. Dana AndrewsCarmen MirandaJoseph MankiewiczJames MasonJessica TandyErrol FlynnRuby Keeler,Elia Kazan e Douglas Fairbanks Jr. tem 2 anos. Joan Bennett, David Niven e Akira Kurosawa têm 1 ano.

Filmes do Ano

*   
Her Awakening - Direção de D. W. Griffith (1875/1948), com Mabel Normand (1892/1930)



 David Copperfield - Direção de Theodore Marston (1868/1920) ou George Nichols (1864/1927)



 Sweet Memories (10 minutos) - Direção de Thomas H. Ince (1882/1924), com Mary Pickford (1892/1979) e seu irmão, Jack Pickford (1896/1933). Abaixo, os irmãos Pickford:




Les Aventures de baron de Munchhausen - Direção de Georges Méliès (1861/1938)


L'Inferno (primeiro longa italiano, com 68 minutos, adaptado da Divina Comédia, de Dante Alighieri) - Direção de Giuseppe de Liguoro, com Salvatore Papa





sexta-feira, 11 de maio de 2012

Theda Bara (1885/1955)

Theodosia Burr Goodman nasceu em Avondale, Ohio, EUA. Seu pai, Bernard Goodman (1853/1936), era um alfaiate judeu polonês, e sua mãe, Pauline Louise de Coppett (1861/1957), era suiça. Ela tinha dois irmãos, Marque (1888/1954) e Esther (1897/1965).

Em 1908, aos 23 anos, ela se mudou para New York, onde foi trabalhar na Broadway (sua estréia foi em The Devil, neste mesmo ano). Abaixo, Theodosia em 1908, com um cãozinho:


Em 1911, Theodora tirou essas fotos, com um esqueleto:


Em 1914, Theodosia estreia no cinema, no filme The Stain (abaixo):


Em 1915, ela fez A Fool There Was, The Devil's Daughter, Sin, Carmen (abaixo), Destruction e outros.


Em 1916, Theodora fez os filmes The Serpent, Under Two Flags, Romeo and Juliet (abaixo), e outros.


Até 1916, Theodora trabalhou na costa leste. Mas, em 1917, foi para Los Angeles, onde trabalhou em Cleopatra (abaixo)


 Nesse mesmo ano, ela fez The Tiger Woman, Camille, The Rose of Blood e Madame Du Barry (abaixo), entre outros.


Nessa altura, Theodora já era famosa como Theda Bara, que alguns diziam ser um anagrama para "morte árabe" (Arab Death), e afirmavam que ela era "filha de um xeque árabe e uma mulher francesa, nascida no Saara". Em 1917, Theda mudou seu nome para Bara, assim como sua família. E, apesar de fazer alguns filmes com papéis "inocentes", foi sua imagem de "vamp" que fez mais sucesso (ela só perdia, nessa época, para Charlie Chaplin e Mary Pickford)


Em 1918 ela fez The Forbidden Path, The Soul of Buddha, Salomé (abaixo) e The She Devil, entre outros.


Em 1919, fez The Light (abaixo), When Men Desire, The Siren's Song e La Belle Russe, entre outros.


Entre 1915 e 1919, Theda Bara trabalho na Fox. Mas, neste ano, cansada de fazer papéis de "vamp", não renovou o contrato. Sem o apoio da Fox, Theda ficou anos sem filmar. Somente em 1925 fez The Unchastened Woman (abaixo):




Em 1926, Theda fez seu último filme: Madame Mistery (abaixo):




Theda Bara fez mais de 40 filmes. Mas um incêndio na Fox, em 1937, acabou com a maioria, e agora só é possível vê-la em fragmentos, como neste, de Cleopatra (1917):


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Por fazer filmes exóticos, apresentar uma biografia (falsa) também exótica, e estrelar filmes seminua, Theda Bara pode ser considerada a primeira "sex symbol" do cinema. Mas isso não impediu que ela se casasse, em 1921 (aos 36 anos) com o Diretor Charles Brabin (1883/1957, abaixo). Eles não tiveram filhos.




Theda Bara morreu em 1955, aos 70 anos, de câncer no estômago. 


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As Divas de Hollywood


Diva: 1 - deusa, 2 - (figurado) mulher formosa e 3 - cantora ou atriz notável.

Poucas atrizes de Hollywood marcaram não só a História do Cinema, como também a História da Mulher. Aqui, dez delas:

1) Marlene Dietrich (1901/1992) - Maria Magdalene Dietrich nasceu naAlemanha, mas fez sucesso em Hollywood. Apesar de ser alemã, se posicionou contraHitler, durante a Segunda Guerra Mundial. Entre seus filmes, Manon Lescaut (1926), O Anjo Azul e Marrocos (1930), Shanghai Express e Blonde Venus (1932), O Jardim de Alá(1936), Testemunha de Acusação (1957), A Volta ao Mundo em Oitenta Dias (1956),Testemunha de Acusação (1957) e Julgamento em Nuremberg (1961), entre outros. Foi um ícone da moda, da beleza, da luta contra o Nazismo e também uma das primeiras mulheres a usar calças no cinema, influenciando milhares a fazer o mesmo.





2) Greta Garbo (1905/1990) - Greta Lovisa Gustafsson nasceu naSuécia, onde começou a trabalhar no cinema, em 1924. No ano seguinte, ela chegou aos Estados Unidos, se dirigindo a Hollywood. Fez vários filmes mudos e outros tantos sonoros, entre os quais se destacam Anna Christie (1930),Mata Hari (1931), Grand Hotel (1932), Queen Christina (1933), Anna Karenina (1935) e Ninotchka (1939). Misteriosamente, ela parou de azer filmes na década de 40, passando a viver reclusa. Por isso, uma frase sua, no filme Grand Hotel, de 1932, foi imortalizada: "I want to be alone" ("eu quero ficar sozinha").




3) Jean Harlow (1911/1937) - Harlean Harlow Carpenter nasceu nosEstados Unidos, no Estado de Missouri. Foi a primeira "loira platinada" do Cinema, sendo chamada de "Baby""Blonde Bombshell" e "Platinum Blonde". Morreu cedo, aos 26 anos, de insuficiência renal. Mas antes, foi imortalizada em vários filmes, entre os quais New York Nights e The Love Parade (1929), Hell's Angels (1930), The Secret Six e The Public Enemy (1931) e Saratoga (1937).





4) Rita Hayworth (1918/1987) - Margarita Carmen Cansino nasceu nos Estados Unidos, e foi criada no meio de uma família de dançarinos. Começou a aparecer em filmes ainda na década de 20, como Rita Cansino, e depois como Rita Hayworth. Fez vários filmes, entre os quais Only Angels Have Wings (1939), Blood and Sand e You'll Never Get Rich (1941), You Were Never Lovelier(1942), Gilda (1946), The Lady from Shanghai (1947) e Salomé (1948), entre outros. Ritaera chamada de "A Deusa do Amor", e se casou cinco vezes, sendo que em duas delas, teve filhas (Rebecca, do casamento com Orson Welles e Yasmin, do casamento com o Príncipe Ali Khan).  Rita morreu em decorrência da Doença de Alzheimer.





5) Ava Gardner (1922/1990) - Ava Lavinia Gardner nasceu naCarolina do NorteEstados Unidos, numa família de plantadores de algodão, e em meio a outros sete filhos. Mesmo assim, foi considerada uma das mulheres mais belas de Hollywood, e fez inúmeros filmes, como The Killers(1946), Show Boat (1951), The Snows of Kilimanjaro (1952), Knights of the Round TableThe Band Wagon e Mogambo (1953), The Barefoot Contessa (1954), The Blue Bird(1976) e outros. Ela foi casada com o ator Mickey Rooney, com o músico Artie Shaw e com o ator/cantor Frank Sinatra que, segundo ela, foi o amor de sua vida.





6) Marilyn Monroe (1926/1962) - Norma Jeane Mortenson/Bakernasceu em Los AngelesEstados Unidos, de pai desconhecido e mãe doente mental. Viveu sua infância indo de família em família, mas se tornou uma grande atriz, em Hollywood, tendo sido "descoberta" numa fábrica de armamentos, durante a Segunda Guerra Mundial. Seus principais filmes foram All About Eve (1950), Monkey Business (1952), NiagaraGentlemen Prefer Blondes e How to Marry a Millionaire (1953), The Seven Year Itch (1955), Bus Stop (1956) e Some Like It Hot (1959), entre outros. Foi casada com o jogador de baseball Joe DiMaggio e com o dramaturgo Arthur Miller. Há, até hoje, uma suspeita de que ela foi assassinada (ou se suicidado), após se envolver com os irmãos Robert e John Kennedy.





7) Grace Kelly (1929/1982) - Grace Patricia Kelly nasceu na Filadélfia,Estados Unidos. Mesmo contra a vontade de seus pais, decidiu ser atriz, e se destacou em inúmeros filmes, a partir da década de 50: Mogambo (1953), Dial M for Murder e Rear Window (1954), The Swan e High Society (1956), entre outros. Destes, três foram dirigidos por Alfred Hitchcock. Em 1955, Grace foi para o Festival de Cannes, onde conheceu o Principe Rainier III, governante do Principado de Mônaco. Acabaram se casando em 1956, e ela parou de atuar em filmes. Tiveram três filhos (CarolineAlbert II e Stephanie). Em 1982, Grace morreu num acidente de automóvel, e suspeitou-se que a caçula (Stephanie) é que estivesse dirigindo.






8) Elizabeth Taylor (1932/2011) Elizabeth Rosemond Taylor nasceu em LondresInglaterra, mas seus pais eram dos Estados Unidos. Em 1939, a família mudou-se novamente para os EUA. Os planos eram de ficar apenas um tempo, até cessar a Guerra na Europa. Mas acabaram ficando para sempre. Assim, em 1942, Elizabeth estreou no cinema, no filme There's One Born Every Minute, com apenas 10 anos. E não parou mais: fez inúmeros filmes, dos quais destacamos Jane Eyre (1944), Father of the Bride (1950), A Place in the Sun e Quo Vadis (1951), Ivanhoe (1952), Giant (1956), Cat on a Hot Tin Roof (1958), Suddenly, Last Summer (1959), Butterfield 8 (1960), Cleopatra (1963), Who's Afraid of Virginia Woolf?(1966), The Taming of the Shrew (1967), The Blue Bird (1976), The Flintstones (1994), e muitos outros. Ela ganhou dois Oscar, por Butterfield 8 e Who's Afraid of Virginia Woolf?, e se casou oito vezes, sendo duas com Richard Burton, o amor de sua vida. Também teve muitos problemas de saúde, a vida toda, mas mesmo assim, apoiou programas como o de pesquisa para uma cura para a AIDS.





9) Sophia Loren (1934/) - Sofia Villani Scicolone nasceu em Roma, capital da Itália. Além da pobreza, sua família também enfrentou a Segunda Guerra Mundial (Sofia foi atingida por estilhaços, no queixo). Por isso, se mudaram para Nápoles, onde ela se inscreveu para um concurso de beleza, quando tinha 14 anos. Na década de 50 ela começou a sua carreira de atriz, com o nome de Sofia Lazzaro. Mas em 1952 ela adotou o nome Sophia Loren, que usa até hoje. Desde então, fez inúmeros filmes, como Hearts at Sea (1950), Quo Vadis(1951), Two Nights with Cleopatra e Aida (1953), The Black Orchid (1958), El Cid(1961), Boccaccio '70 (1962), The Fall of the Roman Empire e Marriage Italian-Style (1964), A Countess from Hong Kong e Man of La Mancha (1967), Prêt-à-Porter (1994) e muitos outros. Sophia ganhou Oscar de Melhor Atriz em 1960, por seu trabalho emTwo Women. Em 1950 se casou com Carlo Ponti, que morreu em 2007. Tiveram dois filhos: Carlo Ponti Jr. e Edoardo. Ela também tem duas filhas adotadas: Sasha eAndrea





10) Brigitte Bardot (1934/) - Brigitte Anne-Marie Bardot nasceu emParis, filha de Louis 'Pilou' Bardot (1896–1975) e Anne-Marie 'Toty' Mucel (1912–1978). Tinha uma irmã mais nova, Marie-Jean, nascida em 1938. Ainda pequenas, começaram a fazer balé, mas somente Brigitte continuou. Além do balé, também desfilava como modelo, a partir de 1949 (já com 15 anos). Em 1950, foi "descoberta", na capa daElle, por Roger Vadim. Para se tornar atriz, foi um "pulo". A partir de 1952, começou a fazer filmes, entre os quais se destacam Helen of Troy e Et Dieu créa la femme (ambos de 1956), Voulez-vous danser avec moi? (1959), La Vérité (1960) e Viva Maria! (1965), entre outros. Ela esteve casada com Roger Vadim, entre 1952 e 1957, com Jacques Charrier(com quem teve seu único filho, Nicolas-Jacques Charrier, nascido em 1960), entre 1959 e 1962, com Gunther Sachs, entre 1966 e 1969 e com Bernard d'Ormale, entre 1992 e os dias atuais. Também ficou famosa por defender os animais, desde a década de 70, quando parou de fazer filmes...



quinta-feira, 10 de maio de 2012

Homenagem Ao Nahud - DRÁCULA, O PRINCÍPE DAS TREVAS



Christopher Lee






O mais popular de todos os personagens da história do cinema chama-se DRÁCULA. Sabia? Tarzan, Sherlock Holmes, Frankenstein, Joana D’Arc e até mesmo Jesus Cristo perdem em popularidade cinematográfica para o príncipe romeno. Segundo o maior banco de dados sobre cinema do planeta, o Internet Movie Database, foram produzidos nada menos do que 1.294 longas-metragens e seriados de TV que apresentam VAMPIROS, sendo que um sexto desse total – exatos 200 filmes – trazem o aristocrata oriundo da Transilvânia como protagonista ou coadjuvante. O primeiro DRÁCULA a assombrar as platéias – inicialmente, numa peça da Broadway, em 1927, e depois nas telas em “Drácula/idem” (1931), de Tod Browning –, Bela Lugosi (retratado por Tim Burton em “Ed Wood/Idem”, 1994), é quase teatral, com movimentos reduzidos ao mínimo. Mesmo assim, a aparição assustadora de Lugosi – descendo uma soturna escadaria no Castelo de Carfax – está entre os melhores momentos das fitas de horror. A imagem de DRÁCULA pintada neste filme, com a luz do talentoso fotógrafo expressionista Karl Freund, fez com que o mundo passasse a associar os VAMPIROS a seres aristocráticos, de olhar hipnótico, com longos caninos brancos, vestidos de negro, usando longas capas esvoaçantes, tementes da cruz cristã e do sol. O sucesso alcançado incentivou o lançamento da série de filmes de baixo orçamento da Universal, que passaria as décadas de 1930 e 1940 investindo em monstros como Frankenstein e a Múmia. Lugosi destacou-se como o primeiro, mas o DRÁCULA mais celebrado do cinema é Christopher Lee. Durante a época célebre da Hammer (produtora inglesa que se especializou em horror e ficção), esse ator britânico metamorfoseou-se no rei dos VAMPIROS em “O Vampiro da Noite/Horror of Dracula” (1958), de Terence Fisher, duramente perseguido por seu algoz Van Helsing (personificado outras três vezes por Peter Cushing). A Hammer restaurou o figurino do clássico da Universal e adicionou sexo, violência e cor – especialmente o vermelho do sangue – à narrativa. O interessante do Conde DRÁCULA de Lee é seu ar ameaçador, auxiliado pela maquiagem impecável e pela voz aguda do ator, que, além disso, tem 1,96m de altura. O ator repetiria sua criação em mais sete filmes. Embora ele odeie o personagem que lhe marcou, o papel para mim estará sempre associado a ele. Hoje, aos 89 anos, Christopher Lee continua trabalhando. Em breve estará em "The Hobbit", de Peter Jackson.

Max Schreck em "Nosferatu" 
Mesmo sendo o mais conhecido, DRÁCULA não inaugurou o vampirismo nas telas. Em 1896, George Méliès produziu e dirigiu o curta “Le Manoir Du Diable”, considerado por alguns como o marco inicial do gênero. Entretanto, a estréia aconteceria mesmo no clássico do expressionismo alemão “Nosferatu, uma Sinfonia de Horror/Nosferatu: Eine Symphoie des Grauens” (1921). Versão não autorizada do romance de Bram Stoker, o Nosferatu de Murnau, semelhante a uma ratazana albina, tornou-se uma das criações mais impressionantes do cinema, na interpretação fantasmagórica e nada sedutora de Max Schreck. Ele faz um zumbi corcunda, esquelético e careca, com orelhas pontudas, dentes incisivos (e não caninos) afiados, dedos longos e ossudos, e um infernal apetite por aranhas e moscas. Um monstro absolutamente repulsivo e angustiado, condenado a viver do sangue de suas vítimas sem conhecer a morte nem o amor. O filme, hoje reconhecido como obra-prima, passou vários anos proibido na Europa, porque usou a trama e os personagens criados pelo escritor inglês, com nomes modificados, sem o consentimento da família dele. As técnicas inovadoras de iluminação, maquiagem, movimento de câmera e cores valeram a Murnau o passaporte para Hollywood. Dez anos depois de “Nosferatu”, surgiu o elogiado “O Vampiro/Vampyr”, do genial Carl Th. Dreyer, baseado em “Carmilla”, de Sheridan de Le Fanu. Com cenas de puro teor artístico, marcou a estréia dos VAMPIROS fêmeas, popularizados depois por Gloria Holden (“A Filha de Drácula/Dracula’s Daughter”, 1936), Elsa Martinelli e Annette Stroyberg (“Rosas de Sangue/Et Mourir de Plaisir”, 1960), Barbara Steele (“A Maldição do Demônio/La Maschera del Demonio”, 1960), Ingrid Pitt (“A Condessa Drácula/Countess Dracula”, 1970), Delphine Seyrig (“Escravas do Desejo/Les Lèvres Rouges”, 1971), Liv Ullmann (“Leonor/Idem”, 1975), Catherine Deneuve (“Fome de Viver/The Hunger”, 1983), Grace Jones (“Vamp – A Noite dos Vampiros/Vamp”, 1985) Elina Lowensohn (“Nadja/Idem”, 1994), Kirsten Dunst e Domiziana Giordano (“Entrevista com o Vampiro/Interview with the Vampire: The Vampire Chronicles”, 1994).

Catherine Deneuve em "Fome de Viver" 
Desde a explosão do vampirismo cinematográfico – iniciada, em 1956, com “Os Vampiros/I Vampiri”, de Riccardo Freda -, o gênero ganhou consistência, com argumentos criativos e profundidade temática. Os exemplos mais conhecidos, respeitados e imitados desta fase são “Rosas de Sangue”, de Roger Vadim, e a comédia “A Dança dos Vampiros/Dance of the Vampires” (1967), de Roman Polanski. O primeiro, enfatizava o relacionamento lésbico entre vampiras. O segundo, homenageando os clássicos da Hammer, tinha direito a inovações como um VAMPIRO gay e outro, judeu, que não teme a cruz. Depois de uma porção de filmes ruins, entre o trash e o cômico, apareceu em 1979 o belíssimo remake de “Nosferatu”, dirigido por Werner Herzog, com Klaus Kinski, Isabelle Adjani e Bruno Ganz no elenco. Em 1983, “Fome de Viver”, de Tony Scott, encantou muita gente com o casal deVAMPIROS sofisticados e entediados (Catherine Deneuve e David Bowie) e o relacionamento homossexual das divas Deneuve e Susan Sarandon. De lá pra cá, foram lançados outros filmes de VAMPIROS bastante inspirados: o extravagante e refinado “Drácula de Bram Stoker/Dracula” (1992), o mal compreendido “Entrevista com o Vampiro/Interview with the Vampire: The Vampire Chronicles” (1994) – com dois populares galãs, Tom Cruise e Brad Pitt -, os experimentais “Nadja” e “Os Viciosos/ The Addiction” (1995) e o inovador “A Sombra do Vampiro/Shadow of the Vampire” (2000), provando que essas criaturas soturnas continuam sendo umas das mais eficientes e glamorosos modelos das telas. Creio que sempre haverá lugar para tais mortos-vivos nas narrativas cinematográficas. Assim como eles possuem uma sede interminável de sangue, o público tem sede de VAMPIROS, sempre aguardando atraentes contos visuais sobre estes personagens enigmáticos e multifacetados. Mas, por favor, que não venham padronizados na bizarrice de “Um Drink no Inferno/From Dusk Till Dawn” (1996), nas tolices românticas da saga “Crepúsculo/Twilight” (2008/10) ou nos efeitos apelativos de “Van Helsing – O Caçador de Monstros/Van Helsing” (2004).




"O Vampiro da Noite", de Terence Fisher



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13 VAMPIROS DE REFERÊNCIA


MAX SCHRECK em “Nosferatu, Uma Sinfonia de Horror/
Nosferatu: Eine Symphonie des Grauens” (1921)
de F. W. Murnau

BELA LUGOSI em “Drácula/idem” (1931)
de Tod Browning

CHRISTOPHER LEE em “O Vampiro da Noite/
Horror of Dracula” (1958)
de Terence Fisher

FERDY MAYNE em “A Dança dos Vampiros/
Dance of the Vampires” (1967)
de Roman Polanski

JACK PALANCE em “Drácula, o Demônio das Trevas/
Dracula” (1973)
de Dan Curtis

LOUIS JOURDAN em “Count Dracula” (1978)
de Philip Seville



Kinski e Isabelle Adjani

KLAUS KINSKI em “Nosferatu, o Vampiro da Noite/
Nosferatu: Phantom der Nacht” (1979)
de Werner Herzog

FRANK LANGELLA em “Drácula/idem” (1979)
de John Badham

DAVID BOWIE em “Fome de Viver/The Hunger” (1983)
de Tony Scott



Gary Oldman

GARY OLDMAN em “Drácula de Bram Stoker/Dracula” (1992)
de Francis Ford Coppola

TOM CRUISE em “Entrevista com o Vampiro/
Interview with the Vampire: The Vampire Chronicles” (1994)
de Neil Jordan

CHRISTOPHER WALKEN em “Os Viciosos/
The Addiction” (1995)
de Abel Ferrara

WILLEM DAFOE “A Sombra do Vampiro/
Shadow of the Vampire” (2000)
de E. Elias Merhige





Bela Lugosi



Postado em 09/06/2011http://ofalcaomaltes.blogspot.com.br/2011/06/dracula-o-principe-das-trevas-sangue-e.html