domingo, 26 de junho de 2011

Pequena História do Cinema - Parte 4

Após vermos 15 nomes dos primórdios do Cinema, vamos ver mais 15:

16) Victor Fleming (1889/1949): Diretor de cinema norte-americano, Fleming ficou famoso por dois filmes que dirigiu, em 1939: O Mágico de Oz e ...E o Vento Levou. Mas ele já dirigia filmes desde a década de 20 e trabalhou nessa posição até 1948, quando realizou Joan of Arc, com Ingrid Bergman.


17) Charlie Chaplin (1889/1977): ator inglês que fez sucesso nos EUA, Charles Spencer Chaplin foi o criador do Carlitos, personagem constante na maioria de seus filmes. Se fizermos uma lista dos maiores sucessos do Cinema, em todos os tempos, vários serão dele: O Garoto (1921), A Corrida do Ouro (1925), Luzes da Cidade (1931), Tempos Modernos (1936), O Grande Ditador (1940) e Luzes da Ribalta (1952), entre outros. Seus filmes criaram polêmica, e ele foi "expulso" dos EUA, passando a residir na Suiça, onde morreu, no Natal de 1977.


18) Stan Laurel (1890/1965): ator inglês, que formou com Oliver Hardy (ver abaixo), uma das maiores duplas cômicas da História do Cinema: O Gordo e O Magro. Stan Laurel nasceu na Inglaterra mas, assim como Charles Chaplin, fez sucesso nos EUA em mais de 60 filmes (1917 e 1928), antes de formar a famosa dupla.


19) Groucho Marx (1890/1977): Julius Henry "Groucho" Marx foi o mais conhecido dos Irmãos Marx (os outros eram Gummo, Zeppo, Chico e Harpo). Ele fez 26 filmes, sendo 13 com seus irmãos Chico e Harpo: Monkey Business (1931), A Night At The Opera (1935), e outros. Na carreira solo, podemos destacar Copacabana (1947, onde trabalhou com Carmen Miranda) e The Story of Mankind (1957);


20) Oliver Hardy (1892/1957): Norvell Hardy nasceu nos EUA, e foi o Gordo, da dupla O Gordo e O Magro, que formou com Stan Laurel (o Magro). Entre 1914 e 1927, Oliver Hardy fez cerca de 270 filmes, e depois ainda fez mais 107 com Stan Laurel, entre 1927 e 1935.


21) Mary Pickford (1892/1979): Gladys Marie Smith nasceu em Ontário, no Canadá, mas viria a se tornar a "namoradinha da América", uma das primeiras (se não a primeira) estrelas de Hollywood. Casou com Douglas Fairbancks, outro ídolo das telas do cinema mudo, ajudou a criar a Universal Pictures e é considerada uma das estrelas mais famosas do cinema, por filmes como os cerca de 90 dirigidos por D. W. Griffith (entre 1909 e 1913), além de muitos outros, como Cinderella (1914), Madame Butterfly (1915), The Little American (1917), Pollyanna (1920), Ben Hur (1925), Coquette (1929, Oscar de Melhor Atriz) e Love Happy (1950), entre muitos outros.



22) Jack Warner (1892/1978): foi, durante 45 anos, a força por trás do nome Warner Bros Studios. Após a morte de seu irmão Sam Warner, Jack comprou as ações dos outros dois (Harry e Albert) e se tornou o "chefão". Era republicano, apoiou a "caça" aos comunistas e teve muitos dos astros de Hollywood em sua folha de pagamento.



23) Harold Lloyd ():

24) Mae West ():

25) Lilian Gish ():

26) John Ford ():

27) Jean Renoir ():

28) Pola Negri ():

29) Rodolfo Valentino ():

30) Buster Keaton ():

Pequena História do Cinema - Parte 3

Hoje, vamos conhecer algumas das pessoas que trabalharam nos primórdios do cinema:


5) Louis Feuillade (1873/1925): foi um grande Diretor da época do cinema mudo, tendo dirigido mais de 630 filmes, com destaque para as séries Fantômas, Les Vampires e Judex:


6) David Llewelyn Wark Griffith (1875/1948): um dos primeiros Diretores de Cinema, mais conhecido por D.W. Griffith. Seus dois filmes mais conhecidos são O Nascimento de Uma Nação (The Birth of The Nation, 1915) e Intolerância (Intolerance, 1916). Já escrevi anteriormente sobre ele: http://rogercinema.blogspot.com/2010/12/d-w-griffith.html (4 de dezembro de 2010)


7) Lionel Barrymore (1878/1954): o mais velho dos irmãos Barrymore (os outros dois foram Ethel e John), que criaram uma "família de artistas". Lionel trabalhou em vários filmes, a partir de 1911, entre os quais alguns dirigidos por D. W. Griffith. Mas seus maiores êxitos foram Grand Hotel (1932) e A Ilha do Tesouro (1934). Também incorporou o Dr. Gillespie, em 15 filmes (entre 1938 e 1947):


8) Tom Mix (1880/1940): Thomas Hezikiah Mix fez mais de 300 filmes, e é considerado o primeiro cowboy do cinema:


9) Mack Sennett (1880/1960): Michael Sinnott nasceu no Canadá, mas foi nos EUA que fez sucesso, com os chamados "filmes pastelão" (comédia). Foi um dos fundadores da Keystone, onde muitos astros começaram suas carreiras: Charlie Chaplin, Gloria Swanson e Bing Crosby, entre outros.


10) Cecil B. DeMille (1881/1959): diretor de cinema, famoso por seus filmes grandiosos: Cleópatra (1934), O Maior Espetáculo da Terra (The Greatest Show on Earth, 1952) e Os Dez Mandamentos (The Ten Commandments, 1956). Cleopatra, de 1934, foi um de seus filmes mais picantes, com a atriz Claudette Colbert tomando banho e mostrando os seios. Exatamente neste ano, o Código Hays (Censura), começou a entrar em ação, com objetivo de "conter" esses "abusos".


11) John Barrymore (1882/1942): o mais novo dos irmãos Barrymore, e avô paterno da atriz Drew Barrymore, John fez alguns filmes famosos: Dr. Jekyll & Mr. Hyde (1920), Don Juan (1926), Grand Hotel (1932) e Jantar às Oito (Dinner at Eight, 1933), entre outros.


12) Lon Chaney (1883/1930): grande ator de cinema mudo, ficou conhecido como "o homem das mil faces", pela facilidade que tinha em "mudar" sua fisionomia. Fez personagens inesquecíveis, como O Corcunda de Notre Dame (The Hunchback of Notre Dame, 1923) e O Fantasma da Ópera (The Phantom of the Opera, 1925). Veja aqui (http://www.youtube.com/watch?v=pM0NTRM5R80&feature=related) a cena em que o Fantasma da Ópera é desmascarado, e a capacidade de "mudar de face" de Lon Chaney.


13) Douglas Fairbanks (1883/1939): chamado de "The King of Hollywood" por Clarke Gable, Douglas Faribanks foi casado com Mary Pickford (grande atriz do cinema mudo) e foi um dos fundadores da Universal Artists (grande estúdio de filmagens), em 1919. Seus filmes mais conhecidos são Intolerance (1916), A Marca do Zorro (1920), Os Três Mosqueteiros (1921), Robin Hood (1922) e A Máscara de Ferro (1929), entre outros. Já escrevi sobre ele, aqui: http://rogercinema.blogspot.com/2010/12/douglas-fairbancks-nasceu-em-1883-e-seu.html (7 de dezembro de 2010)


14) Louis B. Mayer (1884/1957): foi um dos maiores responsáveis pela criação da Metro-Goldwin-Mayer (MGM), criada em 1924 com a fusão da Metro Pictures Corporation (empresa criada por Mayer e Richard Rowland, em 1915) com a Goldwin Pictures Corporation (criada por Samuel Goldfish/Goldwin em 1916). Louis B. Mayer criou um padrão de filmes e um star sistem, nos EUA. Na foto abaixo, Mayer (ao centro, na frente), numa foto de 1943, com grande parte dos artistas da MGM:


15) Friedrich Wilhelm Murnau (1888/1931): um dos maiores diretores do cinema alemão, F.W. Murnau pertencia ao movimento expressionista alemão, e seu filme mais famoso foi Nosferatu, de 1922:


Essas 15 pessoas, entre pioneiros do cinema, diretores e artistas, talvez nem viessem a ser conhecidos, se não fosse o cinema. Mas, a questão é que todos eles tiveram suas vidas modificadas pelo cinema, e também o modificaram, modificando assim, o mundo. No próximo post veremos mais 15 pessoas, que nasceram antes de 1895, mas que tiveram suas vidas modificadas pelo cinema.

Pequena História do Cinema - Parte 2

Vimos que "cinema" é um conjunto de imagens, girando à grande velocidade, para dar impressão de movimento. Vimos, também, que desde a Antiguidade se procurava a forma como fazê-lo. E isso ficou ainda mais evidente, com a invenção da fotografia, no século XIX. Agora, seria possível fazer as imagens de pessoas se moverem, e não apenas desenhos. Um exemplo: a foto abaixo, vista de perto, representa o físico Albert Einstein. Mas, se você se afastar da tela do computador, uns 2 ou 3 metros, verá Marilyn Monroe:


É mais ou menos assim: imagine tirar várias fotos, em sequência, de um mesmo assunto, como um homem a cavalo, por exemplo. A sequência de fotos sairia assim:


Em seguida, imagine colocar essas fotos num aparelho que as faça passar rapidamente, diante de nossos olhos:


E pronto! Você acaba de descobrir qual o princípio do cinema, através do Zootrópio, inventado em 1834, por William George Horner:


Na verdade, o século XIX foi muito prolífico, na invenção de objetos que fizessem as imagens se mover. Mas o princípio sempre foi o mesmo. Então, por que dizem que os irmãos Lumière é que "inventaram" o cinema? Porque foram eles que fizeram a primeira sessão comercial de cinema, cobrando alguns centavos, de algumas pessoas, para ver um pequeno filme de alguns minutos. E há quem diga que Thomas Edison (norte-americano), fez isso primeiro. Vamos ver o "filminho" dos irmãos Lumière:


Auguste Marie Louis Nicholas Lumière (1862/1954) e Louis Jean Lumière (1864/1948), os Irmãos Lumière, promoveram a primeira sessão de cinema em 28 de dezembro de 1895. Por isso, essa data é considerada como a do início oficial do cinema. O filme foi chamado de Arrival of a Train at La Ciotat. Era curtinho, sem aparecer "personagens" e sem enredo. Apenas uma imagem em movimento. Mas mudaria a História, para sempre...Abaixo, os Irmãos Lumière:




Naquele dia (28 de dezembro), eles mostraram outros filmes, como Exiting the Factory ou Operários Saindo da Fábrica:




Eu já postei aqui, no dia 28 de dezembro de 2010, sobre esse filme. E fiz um link para que as pessoas o vissem com cores e som. Veja como muda:




* essa versão foi feita por Andy Kwietniewski


Esse vídeo me lembrou uma coisa: a cor e o som só viriam depois, para que o cinema fosse o que é hoje. No princípio, o cinema era preto-e-branco e mudo. No próximo post, vamos ver como o cinema foi se desenvolvendo, de 1895 em diante...



quarta-feira, 8 de junho de 2011

As 10 Maiores Atrizes do Século XX - Parte 1

Recentemente, no dia 6 de maio último, postei aqui, a lista das 20 Maiores Atrizes do Século XX. E agora, selecionei 10 entre elas, como "As Maiores". Os critérios, nesse caso, foram dois: 1) quantidade de filmes significativos e 2) beleza. A lista ficou assim:

1) Greta Garbo: Greta Lovisa Gustafson nasceu na Suécia, em 1905. Fez cerca de 30 filmes, nas décadas de 20 e 30. Morreu em 1990. Os principais foram: Anna Christie (1930), Grand Hotel (1932), Queen Christina (1933), Anna Karenina (1935), Camille (1937) e Ninotchka (1939).




2) Rita Hayworth: Margarita Carmen Cansino nasceu nos Estados Unidos, em 1918. Fez cerca de 65 filmes, entre as décadas de 30 a 70. Era chamada de "a deusa do amor". Morreu em 1987. Seus principais filmes foram: Blood and Sand (1941), You Were Never Lovelier (1942), Gilda (1946), The Lady From Shanghai (1948) e Salome (1953).




Abaixo:




Cena 1: em 1932, Greta Garbo participou do filme Grand Hotel, onde fazia o papel de Grusinskaya, a dançarina. Num dado momento do filme, acontece uma situação que a entristece, e ela pede para ficar sozinha ("I want to be alone"). 


A estrela Greta Garbo veio da Suécia para os Estados Unidos, e fez sucesso imediato. Mas ela era muito misteriosa e, misteriosamente, parou sua carreira no auge, e nunca mais fez filmes. Por isso, ficou conhecida pela frase "i want to be alone" ("eu quero ficar só"). Parece que a frase influenciou o caminho que a estrela daria para sua vida...




Cena 2: Rita Hayworth era, na verdade, a jovem estrela e dançarina Margarita Cansino. De todos os mais de 60 filmes que fez, o mais famoso foi, sem dúvida, Gilda. Em 1946, a atriz de cabelos ruivos apareceu em cena cantando e fazendo um strip-tease onde tirou apenas uma das luvas, mas o estrondo foi tão grande, que ela acabou marcando gerações, como a "deusa do amor". Ela chegou a reclamar que os homens dormiam com ela, imaginando estar com o personagem...


Rita Hayworth procurou desesperadamente o amor, sendo que casou cinco vezes. Uma dela com o ator e diretor Orson Welles e outra com o Príncipe Ali Khan. Mas nunca encontrou o tão sonhado amor. Acabou morrendo vítima do Mal de Alzheimer....

terça-feira, 24 de maio de 2011

Cary Grant - 1904/1986 - Parte I

Archibald Alexander Leach nasceu em Bristol, Inglaterra. Era filho de Elsie Maria Kingdon (1877/1973) e James Elias Leach (1873/1935). Elsie tinha depressão, motivada pela morte de outro filho, e James a colocou numa instituição para doentes mentais. Archibald só encontraria a mãe, viva, em 1945, pois até então pensava que ela tivesse morrido.




Aos 14 anos, Archibald parou de freqüentar a escola, e começou a estudar em casa. E também falsificou a assinatura do pai, para poder entrar no grupo de teatro de Bob Pender. Em 1920, viajou com o grupo de teatro, para os Estados Unidos, para uma turnê de dois anos. Mas não retornou.Nesse tempo, viajou com espetáculos de vaudeville, pelo território americano, ainda usando seu nome verdadeiro.






Em 1931, ele foi para Hollywood. Lá, resolveu mudar seu nome para Cary Lockwood. Os produtores de Hollywood se impressionaram com seu aspecto, mas não com o nome. Assim, decidiram manter o "Cary", mas mudar o sobrenome. Após escolher bastante, optaram por "Grant". Cary gostou, já que as iniciais CG também pertenciam a Clark Gable e Gary Cooper (invertida). Nascia, assim, o astro Cary Grant.


Em 1932, aos 28 anos, Cary Grant estreou no cinema, e já fez oito filmes, entre os quais This Is the Night (o primeiro), Blonde Venus (com Marlene Dietrich) e Madame Butterfly, entre outros. Abaixo, Cary Grant e Marlene Dietrich:



Em 1933, ele teve o impulso da estrela Mae West (1893/1980), ao fazer dois filmes com ela:  She Done Him Wrong e I'm No Angel. Nesse mesmo ano ele fez mais quatro filmes: The Eagle and the Hawk (com Fredric March e Carole Lombard), The Woman Accused, Gambling Ship e Alice in Wonderland (com Gary Cooper). Abaixo, Cary Grant e Mae West:




Em 1934, Cary Grant fez quatro filmes: Thirty Day Princess, Born To Be Bad (com Loretta Young), Kiss and Make-Up e Ladies Should Listen. Nesse ano ele se casou pela primeira vez, com a atriz Virginia Cherril (1908/1996). Esse casamento durou apenas um ano, e ela o acusou de bater nela. Abaixo, Cary e Virginia:




Em 1935, Cary fez mais quatro filmes:  Enter Madame, Wings in the Dark, The Last Outpost e Sylvia Scarlett, seu primeiro filme com a atriz Katharine Hepburn. Abaixo, Cary e Katharine:




Em 1936, último ano na Paramount, Cary Grant fez  Big Brown Eyes, Suzy (com Jean Harlow), The Amazing Quest of Ernest Bliss e Wedding Present. No ano seguinte, já na Columbia Pictures, ele fez When You're in Love, Topper, The Toast of New York e The Awful Truth. Abaixo, o ator em 1937:




Com The Awful Truth, Grant descobriu o estilo certo, e o fez nos próximos quatro anos: Bringing up Baby (1938, com direção de Howard Hawks e participação de Katharine Hepburn), Holiday (1938, com direção de George Cukor e participação de Katharine Hepburn), Gunga Din (1939, com direção de George Stevens e participação de Douglas Fairbanks Jr. e Joan Fontaine), Only Angels Have Wings (1939, com direção de Howard Hawks), In Name Only (1939, com Carole Lombard), His Girl Friday (1940, com direção de Howard Hawks), My Favorite Wife (1940), The Howards of Virginia (1940, com direção de Frank Lloyd) e The Philadelphia Story (1940, com direção de George Cukor, e participação de Katharine Hepburn e James Stewart). Como você vê, Carole Lombard, Howard Hawks, George Cukor e Katharine Hepburn eram nomes constantes na Filmografia de Cary Grant. Abaixo, cena de Bringing up Baby (Levada da Breca, 1938):




Nesse período, os dois maiores filmes de Cary Grant foram com Katharine Hepburn: Bringing up Baby e The Philadelphia Story. Abaixo, cena do segundo:




E abaixo, cartaz do filme:



terça-feira, 17 de maio de 2011

Claudette Colbert - 1903/1996

Émilie Claudette Chauchoin nasceu na França, em 1903. Era filha de Georges Claude e  Jeanne Loew Chauchoin. Migraram para os Estados Unidos em 1906. Abaixo, a pequena Émilie, em 1906:




Abaixo, a mãe Jeanne, o irmão George e a pequena Émilie, com 4 anos:




Fonte das fotos: http://www.classicmoviefavorites.com/colbert/bio.html

Em 1918, aos 15 anos, fez sua estréia no teatro. Ela pretendia estudar moda, mas o teatro foi atraindo-a, cada vez mais. Em 1923, aos 20 anos, fez um pequeno papel na Broadway, em The Wild Westcotts. Logo ela assumiu o nome de Claudette Colbert, e decidiu seguir essa vida, de atriz.




Entre 1925 e 1929, Claudette fez inúmeros papéis na Broadway, geralmente interpretando mulheres ingênuas. E, em 1927, ela fez seu primeiro filme, For the Love of Mike, com Ben Lyon (o mesmo que "batizaria Marilyn Monroe, em 1947). Abaixo, Ben Lyon:




Ela só faria outro filme em 1929: The Hole in the Wall, sendo esse seu primeiro filme sonoro. Nele, estreou Edward G. Robinson (1893/1973). Em seguida, no mesmo ano, ela fez The Lady Lies. Estava com 26 anos.


Em 1930, ela fez quatro filmes: Young Man of Manhattan (com Ginger Rogers), The Big Pond (com Maurice Chevalier), Manslaughter e Mysterious Mr. Parkes (falando em francês). Abaixo, Claudette e Norman Foster em Young Man of Mahhattan:




Norman Foster (1903/1976) havia se casado com Claudette em 1928. Em 1931, mais quatro filmes: Honor Among Lovers, The Smiling Lieutenant (com Maurice Chevalier, o segundo), Secrets of a Secretary e His Woman (com Gary Cooper). Abaixo, Maurice e Claudette, em The Smiling Lieutenant:




Em 1932, ela fez cinco filmes: The Wiser Sex, Misleading Lady, The Man from Yesterday (com Charles Boyer), The Phantom President e The Sign of the Cross (direção de Cecil B. DeMille, com Fredric March). Em Sign of the Cross, DeMille conseguiu uma quase nudez por parte de Claudette, um abuso para a época:




Esse filme foi um dos que motivou a criação de uma censura nos estúdios de Hollywood. O Motion Picture Production Code foi criado em 1930, mas vigorou entre 1934 e 1968, a fim de moralizar Hollywood. Por ele, bandidos não poderiam ter a simpatia do público,  autoridades teriam que ser mostradas com respeito, e não poderiam haver cenas de sexo fora do casamento, entre outras medidas...


Em 1933, ela fez quatro filmes: Tonight Is Ours (segundo filme com Fredric March), I Cover the Waterfront (segundo filme com Ben Lyon), Three-Cornered Moon e Torch Singer.


Mas o "ano" de Claudette Colbert foi, sem dúvida, 1934. Nesse ano ela fez Four Frightened People (novamente dirigida por Cecil B. DeMille), It Happened One Night (Aconteceu Naquela Noite, dirigida por Frank Capra, contracenando com Clark Gable), Cleopatra (terceiro filme com DeMille) e Imitation of Life. It Happened One Night e Cleopatra são os dois filmes mais lembrados, na Filmografia de Claudette Colbert. E Ela ganhou o Oscar de Melhor Atriz por It Happened One Night. 




Nos anos seguintes, ela ainda faria diversos filmes, como Private Worlds (1935, com Charles Boyer), Bluebeard's Eighth Wife (1938, com Gary Cooper), Zaza (1939, dirigida por George Cukor), Midnight (1939, com John Barrymore e Mary Astor), Drums Along the Mohawk (1939, com Henry Fonda, dirigida por John Ford, seu primeiro filme colorido). Abaixo, Colbert em Cleopatra (1934): 




Em 1935, o casamento com Norman Foster acabou, e ela casou com Joel Pressman, com quem viveu até a morte dele, em 1968. E os filmes continuavam: It's a Wonderful World (1939, com James Stewart), Boom Town (1940, com Clark Gable e Spencer Tracy), So Proudly We Hail! (1943, com George Reeves, Paulette Goddard e Veronica Lake). Abaixo, a atriz, em 1939:




Nessa época (1943), ela estava com 40 anos, e ficou indignada quando repórteres perguntaram a Paulette Goddard quem ela preferia. A atriz teria respondido: "Veronica, pois temos idades próximas". Em Hollywood, naquela época, essa fala equivalia a chamar Claudette de "velha" ou "ultrapassada". Esse fato prejudicou o relacionamento das duas, durante as filmagens...


Mas, mesmo assim, os filmes continuaram: Since You Went Away (1944, com Jennifer Jones e Shirley Temple), Guest Wife (1945, com Don Ameche), Tomorrow Is Forever (1946, com Orson Welles), Without Reservations (1946, com John Wayne), Let's Make It Legal (1951, com Robert Wagner e Marilyn Monroe). Abaixo, Colbert em 1943:




Claudette Colbert fez mais alguns filmes: The Planter's Wife (1952), Destinées e Royal Affairs in Versailles (ambos de 1954, em francês),  Texas Lady (1955) e Parrish (1961, com Troy Donahue). No total, foram 63 filmes, sendo que o último foi feito quando ela tinha 58 anos. Abaixo, Claudette em 1947:




Um dos episódios que a atriz se lamenta, é o de ter "perdido" o papel em All About Eve (1950, A Malvada). Ela se acidentou e não pôde interpretar o papel, que acabou indo para as mãos de Bette Davis, que ganhou Oscar de Melhor Atriz. Abaixo, Claudette e Marilyn Monroe, no filme Let's Make It Legal, de 1951:




Mesmo não fazendo mais filmes, ela ainda continuou atuando na Broadway, comprou uma casa de verão em Barbados e viveu sua vida em paz, até 1996, quando morreu, aos 93 anos de idade.





domingo, 15 de maio de 2011

Os Primeiros Filmes da História do Cinema - Parte 1

Como sabemos (nós, os cinéfilos), a primeira sessão de cinema ocorreu em 1895, no mês de novembro. Os irmãos Lumière (Auguste e Louis) foram os responsáveis por levar cerca de 20 pessoas para ver um trem saindo da estação e trabalhadores saindo da fábrica.

Mas, como também sabemos, ainda não havia enredo nesses filmes. Então, eles não podem ser chamados exatamente de "filmes", entendendo essa palavra como significativa de uma "história" que passa na "tela", com "personagens", "cenário", etc.

Diante disso, nossa missão aqui, hoje, é simples: desvendar e analisar os primeiros filmes da História do Cinema, num período que vai de 1895 a 1910.


O primeiro "filme" é de 1895. Chama-se L'Arroseur Arrosé e é francês. Foi dirigido por Louis Lumière (1864/1948) e tem apenas 44 segundos. Nele, vemos dois "atores", François Clerc e Benoît Duval, num jardim. Um deles está regando as plantas e o outro o atrapalha, pisando na mangueira e molhando-o. O "jardineiro" persegue o outro e o molha também. Apesar de simples, possui um "enredo"...




Nosso segundo "filme" também é de 1895. Foi dirigido por Alfred Clark e produzido por Thomas Edison (1847/1931). Em apenas 18 segundos de filmes, podemos ver 10 homens e 3 mulheres, com roupas antigas, representando a execução da rainha Mary Stuart, da Escócia, em 1587. A atriz está vendada (não sabemos quem é), e é substituída por um manequim, que é decapitado. Além de ter um fundo histórico, esse "filme" possui uma cena de violência, que hoje é usada apenas por filmes de terror ou de impacto.


Nosso terceiro "filme" é de 1896 e foi realizado na França, sendo dirigido por Alice Guy Blache (1873/1968), uma das primeiras mulheres a "dirigir" um filme, senão a primeira. O "filme" em questão se chama La Fée aux Choux (A Fada dos Repolhos). Ele mostra, em 57 segundos, uma mulher, vestida com um vestido claro e com flores no busto, cercada por "repolhos gigantes" (talvez para fazê-la parecer pequena). Ela começa a "tirar" crianças de trás dos repolhos, numa alusão ao mito de que as crianças "nascem de repolhos". Após "tirar" duas crianças, ela apenas mostra uma terceira que talvez seja um manequim...




O quarto "filme" não tem um enredo, mas resolvi colocá-lo, pois é o primeiro beijo da história do cinema. Ele é de 1896, e foi dirigido por William Heise para Thomas Edison. O casal que se beija é formado por John C. Rice (1858/1918) e May Irwin (1862/1938). Eles não eram casados, e haviam dado esse beijo na cena final da peça A Viúva Jones (1895). Thomas Edison os contratou, apenas para repetirem o beijo diante das câmeras. Foi chamado de "repugnante", provocou severas críticas nos jornais e até a polícia teve que intervir, em alguns lugares. Obviamente, o "filme" se chama The Kiss.






O quinto e último filme que veremos hoje chama-se Le Manoir du Diable (A Casa do Diabo), e foi feito em 1896, na França. Em incríveis 3 minutos e dezenove segundos, podemos ver o seguinte: um castelo, onde aparece um morcego voando (vemos que é de mentira a quilômetros). No nono segundo, ele se "transforma" numa pessoa (alusão aos vampiros), e começa a caminhar. Ele "pensa" um pouco, e faz "aparecer" um caldeirão, no segundo 16. No segundo 25, ele faz uma "mágica" e cria uma fumaça, de onde "sai" mais alguém. O que parece ser um servo do "vampiro" fica avivando o fogo do caldeirão até que, no segundo 33, "aparece" alguém dentro do caldeirão. Vemos que é uma mulher e que, logo em seguida, ela está fora do mesmo. O "vampiro" fala algo para ela e a encaminha para uma porta. Em seguida, ele "fala" com o servo e faz aparecer uma espécie de "livro de poções" (talvez um grimório). Ele escreve algo e, no segundo 54, o servo "desaparece" com o livro. No segundo 57, é o caldeirão que "desaparece", com um gesto do "vampiro". No minuto 1:04 ele pega a capa e também "desaparece", logo no momento em que alguém chega. São dois homens, que chegam conversando. Um parece estar mostrando a "casa" para o outro. No minuto 1:13, o servo "reaparece", segurando um tridente, ou algo parecido. Os dois homens parecem não vê-lo, e ele cutuca o traseiro de um dos homens. Ele dá a volta e cutuca o traseiro do outro, e desaparece. Os dois ficam olhando, provavelmente "procurando algo". Um faz menção de fugir e o outro o impede. Mas, após despistá-lo, ele foge. O outro homem fica sozinho na cena (minuto 1:29). Ele fica indo de um lado para outro, gesticulando e "falando sozinho". No minuto 1:40 ele vai sentar num banco que está ao lado da porta, por onde passou a mulher. Repentinamente, aparece um esqueleto, "sentado" nesse banco. Ele dá um salto, e fica observando o esqueleto, totalmente desnorteado. No inuto 1:46 ele faz um gesto com sua espada, como se fosse golpear o esqueleto, que se transforma no morcego. Ele tenta agarrar o morcego que, no minuto 1:53, se transforma no "vampiro" (ou "bruxo", ou o "diabo" do título). Ele fica assustado com a aparição e, enquanto isso, o "monstro" faz "aparecer" o seu servo (1:58). Ele pega sua capa e a joga no chão. O servo se joga em cima dela, e ambos "desaparecem". O homem faz menção de que vai sair mas, no minuto 2:05, aparecem quatro fantasmas, (sabemos por causa dos lençóis brancos), que avançam sobre ele. Ele leva um susto tão grande que "desmaia" (2:12). Os fantasmas "desaparecem" logo em seguida. No minuto 2:16, ele "acorda" e no minuto 2:25 o "monstro" traz a mulher, que estava no outro aposento. Ela está vestida como uma grega (assim como quando saiu do caldeirão). O homem se encanta por ela e se ajoelha pra beijar a sua mão. Nesse momento, ela se "transforma" numa velha ou na morte, com um manto branco e um cajado nas mãos (2:31). O homem dá outro pulo e faz menção de agredi-la. Nisso, aparecem os quatro fantasmas (2:34), e o outro homem (2:37). Os dois vão "agredir" os "monstros", quando aparecem vassouras nas suas mãos, eles começam a andar em círculos (alguma magia, talvez). Um dos homens "foge" por um canto e "reaparece" pela porta onde a mulher saíra, com os "monstros o perseguindo. Ele corre e "se joga" pela sacada, sendo observado pelos outros. No minuto 2:59, os "monstros desaparecem", e o homem fica olhando. No minuto 3:05, ele vai em direção à sacada, parecendo contente, quando depara com o "monstro/vampiro/bruxo". Os dois se enfrentam, até que no minuto 3:10, o homem pega uma cruz que estava na parede, e mostra por "monstro", que se assusta e recua. O filme termina nesse ponto...Sabemos que, além do próprio Méliès (no papel de Mefistófeles), temos aqui a presença da atriz Jeanne d'Alcy (1865/1956), a mais antiga atriz de cinema francesa, no papel da "mulher". Eles eram casados, e ela participou de outros "filmes" dele. 


Esse "filme de terror" foi realizado por Georges Méliès (1861/1938), considerado um dos primeiros diretores e ilusionista, a usar os recursos que o cinema poderia oferecer. Cabe lembrar que os irmãos Lumière não acreditavam que o cinema pudesse ser usado comercialmente, ao mesmo tempo em que Méliès começou a usar esses recursos, justamente para conseguir dinheiro, em troca de seus "filmes". Nesse aqui, por exemplo, ele apenas usou o recurso de "cortar" a película, para dar a impressão de que pessoas e objetos "apareciam" e "desapareciam". Para a época, foi um avanço, e ele pôde "contar uma pequena história", com cenário, personagens e enredo, apenas com alguns truques. Esse pode ser considerado um dos primeiros "filmes de terror" de que temos notícia...Abaixo, Méliès: