segunda-feira, 2 de setembro de 2013

História do Cinema: 1930 – 1939

O Studio System
Nos Estados Unidos, a década de 30 é marcada pelo domínio dos grandes estúdios de Hollywood, que anos antes tinham lutado contra o domínio da Motion Pictures Patents Company, sendo possível identificar estilos próprios: a Metro-Goldwyn-Mayer (Fig. 1)era conhecida pelas suas estrelas e filmes de qualidade, a “pobre” Columbia Pictures pelas comédias de Frank Capra e a Warner Bros. pelos seus dramas sociais e filmes de gangsters.


A década é também marcada pela utilização do som na sétima arte e que viria a transformar a indústria: os atores começaram a dar mais atenção à voz, os estúdios procuraram no teatro atores mais expressivos, os escritores foram obrigados a definir os personagens através de palavras e os escritores de cartões (intertítulos) ficaram no desemprego. Mas o som permitiu também o nascimento de um novo gênero: o musical, aparecendo, então, estrelas como Maurice Chevalier, Fred Astaire e Ginger Rogers (Fig. 2).


O início da década de 30 é também marcada pela produção dos primeiros filmes a cores: o desenho animado da Walt Disney Flowers and Trees, de 1932, e a longa-metragem Vaidade e Beleza, de 1935. Em desenvolvimento desde a década de 1890, a tecnologia de filmes a cores teve o seu melhor exemplo com o épico ...E O Vento Levou (Fig. 3). Produzido em 1939, o filme foi um dos muitos que se produziram durante o que é considerado o melhor ano da história da sétima arte. Outros filmes produzidos nesse ano: No Tempo das Diligências, A Mulher Faz O Homem, Ninotchka, O Mágico de Oz, Gunga Din, Vitória Amarga.


Na França, o trabalho de realizadores como Jean Renoir, Jean Vigo, René Clair e Marcel Carné refletem uma visão negra que antecipa a guerra que se avizinhava. Antes da Guerra, a Alemanha produzia mais de 200 filmes por ano, onde se destacavam os trabalhos de Fritz Lang (Fig. 4) e G.B.Pabst. Após a ascensão de Hitler em 1933, a industria cinematográfica alemã passa a ser controlada pelo Ministro da Propaganda, Joseph Goebbles, dando origem a verdadeiras homenagens ao fascismo, como o filme de Leni Riefenstahl O Triunfo da Vontade (1935). Na Espanha, o cinema é controlado pela Companhia Industrial del Film Espanol e com a ascensão do ditador Franco, no final da década, os filmes passam para a mão do Estado. Na União Soviética, a produção é dominada por dramas, adaptações literárias e acontecimentos históricos, destacando-se o trabalho do realizador Sergei Eisenstein.



» 1930

- Greta Garbo interpreta o seu primeiro filme sonoro, Anna Christie, cujo slogan publicitário era: “Garbo Fala!”.
O Presídio, realizado por George Hill, é o primeiro melodrama passado numa prisão.
- O Presidente da 20th Century Fox, William Fox, é forçado a vender o estúdio por $18 milhões de dólares depois de ter perdido a sua fortuna no crash da bolsa em 1929.
- A Itália estreia o seu primeiro filme sonoro, La Canzone dell’ Amore, realizado por Gennaro Righelli.
Nada de Novo No Front (Fig. 5)é banido na Alemanha devido à sua mensagem pacifista.
- No inicio de década, os estúdios Paramount Pictures, Warner Bros. e 20th Century Fox são os donos da maioria das salas de cinema dos Estados Unidos.
- Nasce o primeiro jornal diário dedicado exclusivamente à indústria cinematográfica: The Hollywood Reporter.
- Em Março de 1930, o Código de Produção é adotado pela indústria americana para reger a filmagem de cenas que abordem sexo, religião, violência e outros assuntos sensíveis.



» 1931

- Devido à grande depressão, o número médio de espectadores diminui nos EUA (de 90 milhões em 1930 para 60 milhões em 1933); os estúdios passam por tempos difíceis e as salas de cinema para atrair mais espectadores recorrem a expedientes como as seções duplas.
- A RKO Radio Pictures adquire a empresa francesa Pathé.
- Os estúdios americanos, na tentativa de impedir o constante assédio às suas estrelas entre si, acordam em limitar essa prática.
- A Universal Pictures estreia Dracula (Fig. 6) Frankenstein, interpretados por Bela Lugosi e Boris Karloff, respectivamente, e inicia o seu famoso ciclo de filmes de terror.
- A Warner Bros. inventa o filme de gangsters com a produção de O Pequeno César e O Inimigo Público.
- O realizador francês Jean Renoir estreia o seu primeiro grande filme da década (A Cadela), um sucesso junto da critica, mas um desastre comercial.
- A Índia e o Japão produzem os seus primeiros filmes sonoros: Alam Ara e Madamu to Nyobo, respectivamente.
- Fritz Lang estreia o seu filme M, O Vampiro de Düsseldorf.



» 1932

- A Paramount deixa de ser dona dos estúdios Astoria em Ney York; os estúdios passam a ser um centro de produção independente.
- Com receio da concorrência da rádio, os exibidores pretendem que os estúdios impeçam as estrelas de cinema de aparecerem na rádio; alguns estúdios aceitam temporariamente o pedido.
- A Walt Disney estreia o primeiro desenho animado a cores, Flowers and Trees.
- A Metro-Goldwyn-Mayer contrata Jean Harlow (Fig. 7), que viria a tornar-se uma das grandes estrelas do estúdio, e o escritor William Faulkner, que viria a ganhar o Prêmio Nobel.
- Shirley Temple faz a sua estreia no cinema com apenas três anos de idade.
- A Kodak introduz no mercado o filme de 8 mm, destinado a realizadores amadores.
- Alexander Korda funda, em Inglaterra, a London Films.
- O filme do realizador soviético Sergei Eisenstein Que Viva Mexico!-Da Zdravstvuyet Meksika!- é suspenso devido à falta de apoio financeiro do autor Upton Sinclair.
- O filme L’ Armata Azzurra, um tributo à força área de Mussolini, é o primeiro filme de propaganda italiano.
- O Egito estreia o seu primeiro filme sonoro, Inshudat el Fuad.
- O psicólogo alemão Rudolf Arnheim publica Film as Art, trabalho teórico sobre o formalismo cinematográfico.



» 1933

- O governo americano permite que os grandes estúdios controlem a produção, distribuição e exibição dos seus filmes, tornando-se verdadeiros monopólios.
- A Paramount Publix e a RKO, detentoras da Paramount Pictures e da RKO Pictures, respectivamente, declaram falência.

- Fred Astaire e Ginger Rogers surgem juntos pela primeira vez no filme Flying Down to Rio.
- O primeiro drive-in é inaugurado em New Jersey.
- Na Alemanha, os nazis assumem controlo da indústria cinematográfica e forçam os judeus a abandonar os seus postos de trabalho; os estúdios de Hollywood acedem a despedir os judeus que trabalham nos seus escritórios alemães.
- O filme do produtor Alexander Korda The Private Life of Henry VII, é um marco de qualidade na história do cinema inglês.
- Hedy Lamarr (Fig. 8) ganha notoriedade internacional ao aparecer nua no filme checo Extase.



» 1934

- O Código de Produção começa a ser rigidamente aplicado e assim se manterá até meados da década de 60.
- O responsável da Metro-Goldwyn-Mayer, Louis B. Mayer, utiliza o serviço de notícias (newsreel) do estúdio contra o candidato a Governador da Califórnia Upton Sinclair; este acabaria por perder as eleições.
- A Columbia Pictures estreia Odeio Mulheres, a primeira das 190 comédias interpretadas pelos Três Patetas (Fig. 9).
- O realizador francês Jean Vigo morre com tuberculose aos 29 anos, no mesmo ano em que estreia a sua obra-prima, A Atalante.
- A Warner Bros. fecha o seu escritório de distribuição em Berlim em reação à política anti-semita do governo Nazi Alemão.



» 1935

- Os estúdios de Hollywood começam a recuperar financeiramente, depois dos difíceis anos da Grande Depressão.
- A fusão entre a Twentieth Century Pictures e a Fox Film Corporation leva à criação da 20th Century Fox.
- É criada a Republic Pictures, uma das mais famosas produtoras de filmes B. David O. Selznick abandona a Metro-Goldwyn-Mayer e torna-se num produtor independente.
- Estreia do primeiro filme a utilizar o sistema de 3 cores da TechnicolorBecky Sharp (Fig. 10).
- É criado, em Roma, a escola de cinema Centro Sperimentale di Cinematografia.
- Leni Riefenstahl realiza o filme de propaganda nazi O Triunfo da Vontade.
- Na Inglaterra, J. Arthur Rank começa a construir o seu império cinematográfico, ganhando domínio em todos os aspectos da indústria cinematográfica.



» 1936

- Carl Laemmle, fundador da Universal Films, vende o estúdio a um grupo de investidores por pouco mais de $5 milhões de dólares.
- Com o apoio da Pathé, é fundado um novo estúdio em Hollywood: Grand National.
- A Pionner Pictures funde-se com a Selznick Internacional.
- David O. Selznick (Fig. 11) adquire os direitos sobre obra de Margaret Mitchell ...E O Vento Levou
- Numa encíclica, o Papa Pio XI denuncia os filmes indecentes.
- Aos 16 anos, Lana Turner é descoberta quando trabalhava numa loja pelo editor do Hollywood Reporter que a recomenda ao realizador Mervyn Leroy.
- O filme de estreia da cantora Deanna Durbin, de apenas 15 anos, é um sucesso comercial e salva a Universal da falência.
- A personagem Bugs Bunny é criada por um grupo de desenhadores da Warner Bros.
- É criada, em Paris, a Cinemateca Francesa.



» 1937

- A 20th Century Fox é o primeiro estúdio a usar a rádio para promover os seus filmes.
- A Branca de Neve e os Sete Anões (Fig. 12), da Disney, é a primeira longa-metragem de animação.
- A invasão japonesa de Shangai, na China, obriga a grande comunidade cinematográfica da cidade a emigrar para Hong-Kong e Taiwan; os japoneses utilizam os estúdios ocupados para produzir filmes de propaganda.
Saint Tukaram é o primeiro filme indiano a vencer um prêmio internacional, ao ser premiado no Festival de Veneza deste ano.



» 1938

- O realizador inglês Alfred Hitchcock (Fig. 13) aceita realizar o seu primeiro filme americano, produzido por David O. Selznick.
- O realizador soviético Mark Donskoy estreia o primeiro filme da Trilogia de Maxim Gorky (1938-1940).
- A Inglaterra aumenta a quota de exibição de filmes ingleses e encoraja o investimento americano na produção inglesa.


» 1939

- Os estúdios americanos têm o seu melhor ano, com um vasto conjunto de filmes aclamados artisticamente.
- O estúdio Grand National entra em processo de falência.
- Estreia de ...E O Vento Levou, um dos maiores sucessos comerciais da história da sétima arte e um dos mais aclamados pela crítica.
- Hattie Mcdaniel (Fig. 14) vence o Oscar na categoria de Melhor Atriz secundária e torna-se a primeira pessoa de raça negra a vencer um Oscar.
- Em consequência do início da II Grande Guerra, as salas de cinema em Inglaterra fecham temporariamente as suas portas.
- A Regra do Jogo, a obra-prima do realizador francês Jean Renoir, é um fracasso comercial aquando da sua estreia.

domingo, 1 de setembro de 2013

Pequenas Biografias III

1) Bing Crosby: Harry Lillis "Bing" Crosby nasceu Tacoma, estado de Washington, em 1903. Era filho de Harry Lillis Crosby Sr. e Catherine Helen, sendo o quarto de sete filhos. Seus irmãos mais velhos eram Larry, Everett e Ted, e seus irmãos mais novos eram Bob, Catherine e Mary Rose. Antes de ser ator, Crosby era cantor, sendo que se encantou com uma apresentação de Al Jolson, quando tinha 17 anos. Na década de 20, ele formou uma banda chamada Musicaladers. Depois, formou uma dupla com Al Rinker, irmão da cantora Mildred Bailey. Ela o apresentou a Paul Whiteman, que era o bandleader mais famosa da América, na época. Logo a dupla estava fazendo enorme sucesso, e Whiteman acrescentou mais um elemento, formando um trio: o pianista e compositor Harry Barris. Eles formaram o The Rhytmn Boys. Mas Bing Crosby logo se destacou, e começou a sentir-se incomodado, no grupo. Assim, largou-o e se uniu ao Gus Arnheim Orchestra. Mas também não ficou muito tempo com eles, e em 1931 começou carreira-solo. Suas músicas logo chegaram ao topo das paradas e ele ganhou um programa na rádio. Logo se tornou a voz mais famosa da América, e começou a fazer filmes: O Rei do Jazz (1930), Delírio de Hollywood (1933), Cupido Ao Leme (1934), Mississípi (1935), Dinheiro do Céu (1936), e muitos outros. A sua forma de cantar deu origem ao estilo de cantar dos crooner. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele fez várias apresentações para os soldados, levantando a moral das tropas. Nos anos 40, fez filmes de sucesso, como Melodia Roubada (1940), Duas Semanas de Prazer (1942), O Bom Pastor (1944), Os Sinos de Santa Maria (1945), A Valsa do Imperador (1948), e muitos outros. A música pela qual é mais lembrado é White Christmas, lançada em 1941. Ela foi apresentada no filme Holiday Inn (1942). O Guiness aponta essa música como "a mais vendida de todos os tempos", sendo que já vendeu mais de 100 milhões de cópias. Na década de 50 ele atuou em Amar É Sofrer, Natal Branco (1954), Alta Sociedade (1956), Fogo No Coração (1957), Valentão É Apelido (1959), Adorável Pecadora (1960), e outros. Ele é considerado o terceiro ator mais popular de Holywood, perdendo somente para Clark Gable e John Wayne. Ele ganhou Oscar de Melhor Ator por seu trabalho em O Bom Pastor (1944), mas seu filme mais conhecido é White Christmas (1954). Seus maiores parceiros em filmes foram Bob Hope e Dorothy Lamour. Eles fizeram sete filmes juntos: Road To Singapore (1940), Road To Zanzibar (1941), Road To Morocco (1942), Road To Utopia (1946), Road To Rio (1947), Road To Bali (1952) e Road To Hong Kong (1962). Ele ainda fez alguns filmes na década de 60, como Dois Errados No Espaço (1962) e Robin Hood de Chicago (1964), fez várias apresentações em televisão e gravou muitas músicas mais. A Billboard apresenta 41 números 1, entre seus 383 singles. Na vida pessoal, ele se casou duas vezes: a primeira com a também cantora Dixie Lee, entre 1930 e 1952, com quem teve quatro filhos (Gary, os gêmeos Dennis e Phillip e Lindsay) e a atriz Kathryn Grant, com quem teve três filhos (Harry Lillis III, Mary e Nathaniel). Ele faleceu em 1977. Para saber mais sobre os filmes do ator: http://melhoresfilmes.com.br/atores/bing-crosby



2) Mirna Loy: Myrna Adele Williams nasceu em Montana, no ano de 1905. Era filha do fazendeiro Franklin David Williams e Adelle Mae. Ela tinha um irmão, chamado David. Em 1912, sua mãe quase morreu de pneumonia, e seu pai enviou mãe e filha para a Califórnia. Vendo o potencial da região, Adelle convenceu o marido a comprar terras por lá. Foi uma dessas terras que ele vendeu para Charlie Chaplin construir seu estúdio. Tempos depois, Adelle precisou passar por uma histerectomia, e foram para Los Angeles. Quando a mãe voltou para Montana, Myrna permaneceu por lá, tendo aulas de dança. Aos doze anos, estreou no palco. Em 1918, o pai de Myrna morreu de gripe espanhola, e a mãe finalmente mudou-se para Los Angeles, como queria desde o início. E Myrna, aos 15 anos, começou a ter aulas de teatro. Em 1921, ela posou para o artista Harry Winebrenner fazer a estátua intitulada Spiritual (ela pode ser vista na abertura de Grease - 1978). Aos 18 anos, Myrna parou de estudar, e começou a trabalhar. Ela foi "descoberta" por Rodolfo Valentino, que viu fotos suas, e queria uma moça bonita para figurar no filme Snake, que estava produzindo com sua esposa, Natacha Rambova. A atriz logo incorporou a femme fatale em diversos filmes, entre os quais: Em Paris É Assim, Don Juan (1926), A Arca de Noé (1928) e A Guarda Negra (1929). Mas o estrelato veio na década de 30, com filmes como Ama-me Esta Noite (1932), A Ceia dos Acusados, Vencido Pela Lei (1934), Casado Com Minha Noiva, Ziegfeld, O Criador de Estrelas, A Comédia dos Acusados (1936), Piloto de Provas (1938), O Hotel dos Acusados (1939) e outros. Atuou com astros como Clark Gable, Jean Harlow, James Stewart, Tyrone Power e Mary Astor. Em 1936, Myrna Loy casou-se com Arthur Hornblow Jr., com quem viveu até 1942. Durante a Segunda Guerra Mundial, a atriz concentrou esforços para auxiliar a Cruz Vermelha. Somente quando acabou a Guerra, é que voltou a fazer filmes: Regresso Daquele Homem (1945), Os Melhores Anos de Nossas Vidas (1946), Solteirão Cobiçado (1947) e Lar, Meu Tormento (1948), entre outros. Em 1942, ela casou com John Hertz Jr., com quem viveu até 1944. Em 1946, casou-se pela terceira vez, agora com Gene Markey. Viveram juntos até 1950. Nos anos 50 e 60 fez menos filmes: Papai Batuta (1950), Com Um Pouco de Amor (1958), O Vale da Ternura (1959), A Teia de Renda Negra (1960), Paixões Desenfreadas (1969), Se Não Me Mato, Morro (1978) e Tudo Que Sempre Quis Ouvir (1980), entre outros. Em 1951 casou-se pela quarta e última vez, com Howland H. Sargeant, com quem viveu até 1960. Ela não teve filhos, e morreu em 1993. Para saber mais sobre os filmes da atriz:
http://melhoresfilmes.com.br/atores/myrna-loy



3) Pedro Vargas: Pedro Vargas Mata nasceu em San Miguel AllendeMéxico, em 1906. De uma família modesta, já cantava no coral da igreja local com apenas sete anos. Aos 14 anos foi para a capital, a Cidade do México, onde começou uma carreira como cantor. Depois, começou a ter aulas com o professor Jose Pierson, que fez com que, em 1928 ele participasse da execução da ópera Cavalleria Rusticana, no Teatro Esperanza. O sucesso fez com que logo viajasse para os Estados Unidos, Argentina e outros locais. No cinema, atuou em diversos filmes, como Canto A Mi Tierra (1938), Laranja da China (1940), Eu Sou Mexicano Puro (1942), Fantasia Ranchera (1947), O Abandonado (1949), Em Havana Vou (1951), Caribe e Piel Canela (1953), entre outros. Vargas faleceu em 1989.



4) Greta Garbo: Greta Lovisa Gustafsson nasceu em Estocolmo, na Suécia, em 1905. Foi a terceira e última filha de Karl Alfred e Anna Lovisa. Seus irmãos mais velhos foram Sven Alfred e Alva Maria. Era uma família operária e pobre. A menina gostava de teatro desde pequena, e sonhava ser atriz. Estudou até os 13 anos. Em 1919, o pai contraiu a Gripe Espanhola, morrendo em 1920. Greta trabalhou numa barbearia e numa loja de chapéus, onde aprendeu a confeccioná-los. Depois se tornou modelo. Em 1922 já começava a aparecer no cinema, em filmes de moda. Entre 1922 e 1924 Greta estudou na Royal Dramatic Theatre, em Estocolmo, sendo notada pelo diretor Mauritz Stiller, que a colocou no filme  A Saga de Gösta Berling (1923). Depois desse, fez A Rua das Lágrimas (1925). O vice-Presidente da MGM, Louis B. Mayer viu o filme e, magnetizado pela atriz, fez um contrato para que ela e o diretor fossem para os EUA, o que aconteceu em 1925. Nos EUA, fez vários filmes: Os Proscritos A Carne e O Diabo e Terra de Todos (1926), Uma Mulher Singular e A Dama Misteriosa (1928), O Direito de Amar (1929), entre outros. Esses filmes eram todos mudos, e havia um receio de que o sotaque sueco atrapalhasse a carreira da atriz. Mas foi um receio tolo. Com o slogan "Garbo fala!", anunciou-se o filme Anna Christie (1930), que foi a melhor bilheteria daquele ano. Depois Greta atuou em Romance (1930), Mata Hari e Susan Lenox (1931), Grand Hotel e Como Me Queres (1932), Rainha Christina (1933), Anna Karenina (1935), A Dama das Camélias (1936), Madame Walewska (1937) e Ninotchka (1939), entre outros. Seu rosto anguloso e sua voz marcante ajudaram muito na composição das personagens fortes: Anna Christie (que se prostituiu durante dois anos, para viver), Susan Lennox (que vive se desencontrando do personagem de Clark Gable, até o final), Mata Hari (a espiã que foi fuzilada no final da Primeira Guerra Mundial), Grusinskaya (a dançarina de Grand Hotel, que falou a célebre frase "I want to be alone"), Rainha Christina da Suécia (que viveu no Século XVII), Anna Karenina (a russa que traiu o marido e foi proibida de ver o próprio filho), Marguerite Gautier (a cortesã Camille, que morre nos braços de seu amado Armand) e a espiã russa Nina Ivanovna 'Ninotchka' Yakushova (que foi anunciada com o slogan "Garbo ri"). Grand Hotel ganhou Oscar de Melhor Filme e Mata Hari precisou de esquema policial, para acalmar as multidões que queria vê-lo. Era a "Garbomania". Garbo ganhou Oscar de Melhor Atriz por seus papéis em Anna Karenina e A Dama das Camélias. Tudo ia bem, e em 1941 ela atuou em Duas Vezes Meu, com Direção de George Cukor. Houveram duras críticas ao filme, e por diversos motivos, ela nunca mais atuou no cinema, sendo eternizada pela frase "I want to be alone" ("Eu quero ficar só", do filme Grand Hotel). Ela viveu praticamente reclusa até a sua morte, em 1990. Ela nunca se casou e nem teve filhos, mas teve alguns romances com homens, como John Gilbert (década de 20), Erich Maria Remarque e Cecil Beaton (década de 40) e com mulheres, como Lilyan Tashman, Louise Brooks, Mercedes de Acosta e Mimi Pollak. Para saber mais sobre seus filmes:
 http://melhoresfilmes.com.br/atores/greta-garbo



5) Robert Montgomery: Henry Montgomery Jr. nasceu no Estado de New York em 1904e era filho de Henry e Mary Weed Montgomery. O pai era Presidente da New York Rubber Company, e a família era rica. Mas em 1922, ele cometeu suicídio, saltando da Ponte do Brooklyn. Por essa época, a fortuna já não existia mais e Henry Jr. foi para New York City, onde começou a atuar no teatro. Em Hollywood, sua estréia se deu em 1929, no filme So This Is Colegio. Um ano antes, ele havia se casado com Elizabeth Bryan Allen, com quem viveria até 1950, tendo dois filhos: os também atores Elizabeth Montgomery (1933/1995) e Robert Montgomery Jr. (1936/2000). Na década de 30, Robert atuou em O Presídio e A Divorciada (1930), Vidas Privadas e Inspiração (1931), Asas da Noite (1933), Quando Uma Mulher Ama e Amor Que Regenera (1934), Adeus Mulheres (1935), O Clube dos Suicidas (1936), A Noite Tudo Encobre e A Última Conquista (1937), entre outros. Trabalhou com atrizes do quilate de Greta Garbo, Norma Shearer e Myrna Loy, entre outras. Em 1935 ele foi eleito para presidir o Screen Actors Guild, sendo novamente eleito em 1946. Em 1937 foi nomeado ao Oscar de Melhor Ator por A Noite Tudo Encobre, onde interpretava um psicopata. No início da década de 40 atuou em Um Casal do Barulho, Que Espere O Céu e Deliciosa Aventura (1941). Depois juntou-se à Marinha dos EUA e lutou na Segunda Guerra Mundial, voltando a atuar somente em 1945, como Ator e Diretor, em filmes como Do Lodo Brotou Uma Flor e A Dama do Lago (1947) e Nascida Para Amar (1949). Mas também trabalhou com o Diretor John Ford em Fomos Os Sacrificados (1945), como Ator e Diretor. Em 1950, separou-se de sua primeira esposa e se casou com Elizabeth Grant Harkness, com quem viveu até a sua morte, em 1981. Na década de 50 ele trabalhou como consultor de mídia, cuidando da imagem do Presidente Eisenhower. Para saber mais sobre os filmes do ator: http://melhoresfilmes.com.br/atores/robert-montgomery


Pequenas Biografias II

1) Clark Gable: William Clark Gable nasceu em Cadiz, Ohio, em 1901. Era filho de William Henry "Will" Gable e Adeline Hershelman. Sua mãe morreu quando ele tinha dez meses de idade. O pai casou novamente em 1903, com Jennie Dunlap, mas não tiveram filhos. Apesar de trabalhar como mecânico, Clark recitava Shakespeare, o que não era bem visto pelo pai. Quando ele tinha 17 anos, a família mudou-se para a zona rural, mas Clark não se adaptou bem. Ele queria se envolver com teatro, mas só conseguiu a partir dos 21 anos. Sua madrasta havia morrido e o pai mudara-se para Tulsa. Clark foi para o Oregon, onde conheceu Laura Hope Crews, que o encorajou a levar a sério o teatro. Logo, passou a ter aulas de atuação com Josephine Dillon, que pagou para que seus dentes fossem arrumados. Em 1924, eles se casaram e foram para Hollywood, onde ela se tornou sua empresária. Ele logo começou a fazer filmes mudos, contracenando inclusive com Pola Negri. Mas ainda voltaram para New York, e Clark trabalhou na Broadway. Sua atuação chamou a atenção dos chefões da MGM, e em 1930 ele recebeu um contrato para fazer filmes sonoros. O filme era O Deserto Pintado (1931). Ainda em 1930 ele se divorciou de Josephine e em 1931 se casou com Maria "Ria" Langham. Esse casamento iria durar até 1939. Nesse período ele atuou em diversos filmes: Almas Pecadoras, Lealdade, A Guarda Secreta, Uma Alma Livre, Possuída (1931), Mentiras da Vida, Terra de Paixões (1932), Asas da Noite, Amor de Dançarina, Amar e Ser Amada (1933), Acorrentada, Vencido Pela Lei, Aconteceu Naquela Noite (1934), Tudo Pode Acontecer, Mares da China, O Grande Motim (1935), Do Amor Ninguém Foge, Ciúmes, São Francisco, A Cidade do Pecado (1936), Saratoga (1937) e Piloto de Provas (1938). Nessa época, também, ele atuou (e se envolveu) com várias atrizes, como Joan Crawford, Greta Garbo e Marion Davies. Mas a atriz com quem ele mais trabalhou nesse período foi Jean Harlow, com quem ele fez sete filmes. Mas, curiosamente, foi emprestado para a Columbia que ele brilhou: Aconteceu Naquela Noite, dirigido por Frank Capra, ganhou Oscar de Melhor Filme, Gable ganhou de Melhor Ator e Claudette Colbert de Melhor Atriz. Segundo se diz, o personagem de Gable neste filme inspirou a criação do Pernalonga. Mas o "ano", para Clark Gable, seria 1939: separou-se de "Ria" e casou com a atriz Carole Lombard. E também fez aquele que é considerado seu melhor filme: ...E O Vento Levou, onde contracenou com a atriz Vivien Leigh. Ainda em 1939, ele fez Este Mundo Louco. E seguiram-se mais filmes: O Inimigo X, Almas Rebeldes, Fruto Proibido (1940), Uma Aventura No Oriente (1941) e Ainda Serás Minha (1942). Em 1942, Carole Lombard estava a bordo de um DC-3, junto com sua mãe, quando o avião se chocou numa montanha, em Nevada. As 22 pessoas a bordo morreram. Clark enterrou sua esposa e voltou a trabalhar. Mas, segundo amigos, nunca mais foi o mesmo. Entre 1942 e 1949, ele esteve solteiro. Entre 1942 e 1944, Gable atuou junto à Força Aérea Americana, e foi para a Inglaterra. Depois  desse período, atuou em Aventura (1945), O Mercador de Ilusões (1947), Trágica Decisão (1948), Quando Morre Uma Ilusão (1949). Em 1949 ele se casou com Sylvia Ashley, com quem viveria até 1952. Nessa época fez filmes como Agora Sou Tua (1950) e Assim São Os Fortes (1951). Entre 1952 e 1955, Clark esteve novamente só, até que em 1955 casou pela última vez, com Kay Williams, com quem viveu até 1960, ano de sua morte. Mas ele ainda faria alguns filmes, como Nunca Me Deixes Ir e Mogambo (1953), Atraiçoado (1954), O Aventureiro de Hong Kong (1955), Esse Homem É Meu (1956), Meu Pecado Foi Nascer (1957), O Mar É Nosso Túmulo (1958), Começou Em Nápoles (1960). Seu derradeiro filme foi Os Desajustados, onde atuou com Marilyn Monroe e Montgomery Clift. Foi lançado em 1961. Gable teve dois filhos: Judy Lewis, nascida em 1935, de um caso dele com a atriz Loretta Young e John Clark Gable, nascido em 1961, de seu casamento com Kay Williams. Para saber mais sobre os filmes do ator: http://melhoresfilmes.com.br/atores/clark-gable e sobre sua vida sexual: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u398581.shtml



2) Claudette Colbert: Émilie "Lily" Chauchoin nasceu em Saint-Mandé (subúrbio de Paris), em 1903. Era filha de Georges Claude e Jeanne Marie Chauchoin. Tinha um irmão mais velho, chamado Charles Auguste. Em 1906, a família migrou para os EUA, em busca de melhores condições de vida. Sua estréia nos palcos foi em 1919, antes de completar 16 anos. Usando o segundo nome do pai, rebatizou-se de Claudette Colbert. Seu pai morreu em 1925. E até 1929, Claudette trabalhou na Broadway. Mas em 1928, assinou um contrato com a Paramount Pictures, e logo começou a aparecer em vários filmes: Inconstância e Homicida (1930), O Tenente Sedutor e Honra de Amantes (1931), O Sinal da Cruz e O Falso Presidente (1932), entre outros. Em O Sinal da Cruz, ela protagonizou uma cena onde tomava banho em leite de asnos, e seus seios apareciam. Esse foi um dos filmes que incentivou a aplicação do Código Hays (censura), que duraria até 1968. Apesar da polêmica, Colbert continuou filmando: A Comédia de Um Lar e Esta Noite É Nossa (1933), Aconteceu Naquela Noite, Imitação da Vida, O Lírio Dourado e Cleópatra (1934). Ela não esperava que Aconteceu Naquela Noite fosse fazer tanto sucesso, nem que ganharia o Oscar de Melhor Atriz por ele. E em Cleópatra, outro filme de Cecil B. DeMille, causou tanta polêmica como em O Sinal da Cruz. A partir daí, veio o reconhecimento e muitos outros filmes: Prelúdio Nupcial e Mundos Íntimos (1935), Sob Duas Bandeiras (1936), Nobres Sem Fortuna e A Donzela de Salém (1937), A Oitava Esposa do Barba Azul (1938), Meia-Noite, É Um Mundo Maravilhoso, Ao Rufar dos Tambores e Zazá (1939)...Nesse período, ela era a atriz mais bem paga de Hollywood. E fez filmes como Levanta-te Meu Amor e Fruto Proibido (1940), Lembra-te Daquele Dia (1941), Mulher de Verdade (1942), Legião Branca e Sem Tempo Para Amar (1943), Adorável Engano e Desde Que Partiste (1944), Esposa de Dois Maridos (1945), entre outros. Em 1945, Claudette se desligou da Paramount, passando a fazer filmes freelance. Assim, fez O Amanhã É Eterno, Romance e Fantasia e Emoção Secreta (1946), O Ovo E Eu (1947), Sonha, Meu Amor (1948), Feras Que Foram Homens (1950) e outros. Na década de 50, mudou-se para a Europa por questões fiscais, e passou a aparecer em menos filmes, bem como começou a aparecer na televisão. Dessa época são Joguei Minha Mulher e Agonia de Uma Vida (1951), Nas Selvas da Malaia (1952), Se Versailles Falasse (1954), Drama de Uma Consciência (1955) e No Vale Das Grandes Batalhas (1961). Na vida pessoal, Claudette Colbert foi casada duas vezes: uma com Norman Foster (1928 a 1935) e outra com Joel Pressman (1935 a 1968). A mãe da atriz morreu em 1970 e seu irmão morreu em 1971. Sua única parente viva passou a ser a filha de Charles, Coco Lewis. Claudette Colbert morreu em 1996. Ela havia ganho três Oscar de Melhor Atriz: por Aconteceu Naquela Noite (1934), Mundos Íntimos (1935) e Desde Que Partiste (1944). Para saber mais sobre os filmes da atriz: http://melhoresfilmes.com.br/atores/claudette-colbert




3) Cary Grant: Archibald Alexander Leach nasceu em 1904, em Bristol, Inglaterra. Era filho de Elias e Elsie Leach. Ele era filho único e sua mãe sofria de depressão. Quando tinha 9 anos, seu pai internou-a e disse ao filho que ela tinha "viajado" e ele acreditou, reencontrando-a somente aos 31 anos. Quando tinha dez anos, seu pai arranjou outra mulher, teve um bebê com ela e o abandonou. Assim, o menino ficou em instituições de ensino até os 16 anos, quando viajou para os EUA com um grupo de trabalhadores. Quando o grupo retornou, ele decidiu ficar e trabalhar com vaudeville. Em 1942, ele se naturalizou cidadão americano, e mudou seu nome para Cary Grant. Ele escolheu as iniciais C e G porque elas já tinham dado sorte a Clark Gable e Gary Cooper. Antes disso, em 1931, ele foi para Hollywood. Em 1932, ele começou sua carreira cinematográfica: A Vênus Loira e Madame Butterfly (1932), Alice No País das Maravilhas, Uma Loira Para Três e Santa Não Sou (1933). Em 1934, Grant casou com Virginia Cherrill, mas o casamento só durou um ano. Nesse período ele fez O Templo da Beleza, Princesa Por Um Mês (1934) e Guerreiros da África (1935). Em seguida fez Suzy e Quase Casados (1936), Prelúdio de Amor e Cupido É Moleque Teimoso (1937). Nessa época, ele já começava a criar um estilo, aliando a comédia à sofisticação. E seus filmes salvaram a Paramount da falência. Nos anos seguintes, ele fez muitas comédias e filmes de aventura, como Levada da Breca, Boêmio Encantador (1938), Paraíso Infernal, Gunga Din (1939), Jejum de Amor, Minha Esposa Favorita (1940). Muitos desses filmes foram denominados Screwball Comedy, onde havia "guerra dos sexos", falas rápidas, e o homem era um trapalhão. Grant se tornou mestre nesse tipo de comédia, e sua parceira ideal era Katharine Hepburn. Depois ele fez Suspeita, Serenata Prateada (1941), E A Vida Continua (1942), Rumo À Tóquio (1943), Esse Mundo É Um Hospício, Apenas Um Coração Solitário, O Eterno Pretendente (1944). Suspeita foi o primeiro dos quatro filmes que Grant fez com o mestre do suspense Alfred Hitchcock. Depois ele fez Interlúdio (1946), Ladrão de Casaca (1955) e Intriga Internacional (1959). Em 1943, Cary Grant se casou com Barbara Hutton, mas o casamento durou somente até 1945. Ainda na década de 40 ele estrelou A Canção Inesquecível (1946), Um Anjo Caiu do Céu, Solteirão Cobiçado (1947), Lar, Meu Tormento (1948), A Noiva Era Ele (1949), entre outros. Em 1949, Grant se casou pela terceira vez, dessa vez com Betsy Drake. O casamento durou até 1962. Nesse período ele fez Terra Em Fogo (1950), Dizem Que É Pecado (1951), O Inventor da Mocidade (1952), Tarde Demais Para Esquecer (1957), Indiscreta (1958), Anáguas A Bordo (1959), Carícias de Luxo (1962) e outros. Em 1965, ele se casou pela quarta vez, dessa vez com Dyan Cannon. O casamento durou até 1968 e dele nasceu sua única filha, Jennifer Grant, nascida em 1966. Na década de 60, o astro fez seus últimos filmes: Charada (1963), Papai Ganso (1964) e Devagar, Não Corra (1966). Seu quinto e último casamento foi com Barbara Harris, e durou de 1981 a 1986, quando ele morreu. Cary Grant nunca ganhou um Oscar e era bissexual, tendo um relacionamento de 12 anos com o também ator Randolph Scott, mas a ex-esposa e a filha sempre negaram. Para saber mais sobre os filmes do ator: http://melhoresfilmes.com.br/atores/cary-grant



4) Clara Bow: Clara Gordon Bow nasceu em 1905, no Brooklyn, em New York. Foi a terceira filha de Robert e Sarah Bow. As duas irmãs morreram na infância, e a mãe tinha sido advertida que se engravidasse novamente, poderia perder a criança. Mesmo assim, ela teve a menina. A família era muito pobre e, entre 1905 e 1923 viveram em 14 endereços diferentes. E a mãe era epilética, sendo que a pequena Clara se acostumou a cuidar dela, desde cedo. Em 1922, Sarah tentou matar Clara, mas sem sucesso. Acabou seus dias internada e morreu em 1923. Clara, por sua vez, desde os dezesseis anos, quis ser atriz. Com o apoio do pai, participou de um concurso, venceu, e foi se encaminhando para a vida de atriz. Em 1923, ela já participava de filmes mudos. Seus filmes mais conhecidos foram: Beija-Me Outra Vez (1925), Provação de Amor (1926), It e Asas (1927) e Louca Orgia (1929). Ela tornou-se quase uma coqueluche naqueles tempos, chegando a ser chamada de "It Girl", devido ao sex appeal que irradiava em cena. Por outro lado, o excesso de trabalho levou-a a um sanatório. Aos 25 anos, em 1930, Clara Bow já estava estafada. Em 1931, ela casou com o ator Rex Sino, com quem teve dois filhos: Rex Jr. em 1934 e George, nascido em 1938. Em 1933 ela se aposentou do cinema e tempos depois, começou a ter problemas psiquiátricos. Passou a viver sozinha e reclusa, vindo a falecer em 1965. Para saber mais sobre seus filmes: http://melhoresfilmes.com.br/atores/clara-bow



5) Henry Fonda: Henry Jaynes Fonda nasceu em Nebraska, em 1905. Era filho de William e Elma Fonda. Tinha duas irmãs: Harriet e Herberta. Sua infância transcorreu normalmente e sua carreira inicial foi no teatro. Entre 1931 e 1932, esteve casado com Margaret Sullavan (ela casou-se com William Wyler, em seguida). Após passar por dificuldades, Fonda começou a atuar em filmes. Na década de 30, merecem destaque: Vive-se Só Uma Vez (1937), Jezebel, Quando Elas Teimam (1938), Mocidade de Lincoln, Ao Rufar dos Tambores, Jesse James A Vida de Alexander Grahm Bell (1939), entre outros. Em 1936, Henry se casou com Frances Ford Seymour, com quem teve dois filhos: Jane Fonda, nascida em 1937 e Peter Fonda, nascido em 1940. O casamento durou até 1950, quando Frances cometeu suicídio, ao saber que o marido queria o divórcio. Ele logo se casou com Susan Blanchard, com quem viveu até 1956. Nos anos 40, Henry fez vários filmes, entre os quais: Vinhas da Ira (1940), As Três Noites de Eva (1941), Seis destinos (1942),  Consciências Mortas, O Sargento Imortal (1943), Paixão de Fortes (1946), Noite Eterna, Êxtase de Amor (1947), Sangue de Heróis e Domínio de Bárbaros (1948). Entre 1943 e 1946, ele atuou junto à Marinha Americana, na Segunda Guerra Mundial. Nos anos 50, ele atuou nos filmes Mister Roberts (1955), O Homem Errado, Guerra e Paz (1956), Doze Homens e Uma Sentença, O Homem de Olhos Frios (1957), Minha Vontade É Lei (1959), e outros. Após a separação com Susan, com quem adotara uma filha, chamada Amy Fishman (1953/), Fonda casou com a italiana Afdera Franchetti, com quem viveu entre 1957 e 1961. Na década de 60, ele atuou em O Mais Longo dos Dias, Tempestade Sobre Washington (1962), Vassalos da Ambição, Limite de Segurança (1964), A Primeira Vitória (1965), Era Uma Vez No Oeste, O Homem Que Odiava As Mulheres (1968), e outros. Em 1965, ele casou pela quinta e última vez, com Shirlee Mae Adams, com quem viveu até 1982, ano em que morreu. Mas antes de morrer, ainda fez alguns filmes, como Ninho de Cobras, Assim Nascem Os Heróis (1970), Uma Lição Para Não Esquecer (1971), Meu Nome É Ninguém (1973), Clarence Darrow (1975), A Batalha de Midway (1976) e Num Lago Dourado (1981), entre outros. Seus parentes diziam que ele era frio e distante. Mas foi um excelente ator e ganhou quatro Oscar, por seus trabalhos em As Vinhas da Ira (1940), Doze Homens e Uma Sentença (1958), Clarence Darrow (1975) e Num Lago Dourado (1981). Para saber mais sobre os filmes do ator: http://melhoresfilmes.com.br/atores/henry-fonda


Pequenas Biografias I

1) Gary Cooper: Frank James Cooper nasceu em Montana, em 1901. Filho de Charles e Alice Cooper, tinha um irmão mais velho, Arthur. Em 1933 casou com Veronica Cooper, com quem esteve casado até 1961, quando ele morreu. O casal teve uma filha, Maria, nascida em 1937. No cinema, Coop, como era chamado pelos amigos, atuou em Asas (1927), o primeiro filme a ganhar o Oscar de Melhor Filme. Seu primeiro filme sonoro foi The Virginian (1929). Depois, trabalhou com Marlene Dietrich em Marrocos (1930), Adeus Às Armas (1932), baseado na obra de Ernest Hemingway. Recusou o papel de Rhett Butler em ...E O Vento Levou (1939), e ganhou seu primeiro Oscar de Melhor Ator em 1942, por seu papel em Sargento York (1941). Em 1943 estrelou Por Quem Os Sinos Dobram, ao lado de Ingrid Bergman (também de Ernest Hemingway). Seu segundo Oscar de Melhor Ator veio em Matar ou Morrer (1952). Depois trabalhou em Vera Cruz (1954) e Um Amor na Tarde (1957), com Audrey Hepburn, entre outros. Seus melhores filmes, além dos já citados,  foram: O Galante Mr. Deeds (1936), Beau Geste (1939), A Última Fronteira (1940), Meu Adorável Vagabundo e Bola de Fogo (1941), Ídolo, Amante e Herói (1942), Matar ou Morrer (1952), Sublime Tentação (1956) e O Homem do Oeste (1958). Ele morreu em 1961. Para saber mais sobre o ator: http://themave.com/Cooper/ e para saber mais sobre seus filmes: http://melhoresfilmes.com.br/atores/gary-cooper


2) Marlene Dietrich: Maria Magdalene Dietrich nasceu em 1901, na Alemanha. Foi a segunda filha de Louis e Wilhelmina Dietrich. Sua irmã mais velha também se chamava Elisabeth. Seu pai, que era policial, morreu em 1907, e sua mãe casou com Eduard von Losch, em 1916. Mas ele também morreu, ferido na Primeira Guerra Mundial. Ela criou seu nome artístico unindo o MAR de Maria com o LENE de Magdalene. Marlene queria ser violinista, mas machucou o pulso e desistiu da carreira. Em 1923, ela casou com Rudolf Sieber, e com ele viveu até a sua morte, em 1976. O casal teve uma filha, Maria Riva, nascida em 1924. No cinema, Marlene atuou em diversos filmes, entre os quais O Anjo Azul e Marrocos (1930), Shanghai Express (1931), Blonde Venus (1932), A Imperatriz Galante (1934), Jardim de Alá e Desejo (1936), Sete Pecadores (1937),  Atire A Primeira Pedra (1939), A Mundana (1948), A Volta ao Mundo em 80 Dias (1956), Testemunha de Acusação (1957), A Marca da Maldade (1958), Julgamento em Nuremberg (1961), e muitos outros. Marlene se afastou da Alemanha Nazista e foi para os EUA, em 1937 e se tornou cidadão americana, em 1939. Durante a Guerra, trabalhou em prol dos Aliados, e recebeu a Medalha da Liberdade do governo americano, bem como a Legião de Honra do governo francês, por serviços prestados durante o período de conflito. A música Lili Marleen, gravada por ela, era apreciada por soldados dos dois lados. Morreu em 1992, na França. Para saber mais: http://www.marlene.com/index.html e para saber mais sobre seus filmes: http://melhoresfilmes.com.br/atores/marlene-dietrich


3) William Wyler: Wilhelm Weiller nasceu na Alsácia, região que pertencia ao Império Alemão, em 1902. Sua família era judia, e seus pais eram Leopold e sua mãe era Melanie. Tinha um irmão mais velho, Robert. Desde pequeno, frequentava óperas, teatros e concertos, que acabaram influenciando em sua carreira. Em casa, fazia peças de teatro para apresentar à família. Assim, em 1921, rumou para os EUA, com status de cidadão suiço (nacionalidade de seu pai), e foi se encontrar com um primo de sua mãe, Carl Laemmle, fundador da Universal Pictures. Mas ele ficou em New York até 1923, quando finalmente rumou para Hollywood. Seu primeiro filme, como Diretor, foi em 1928, e não parou mais. Dirigiu O Conselheiro (1933), A Boa Fada (1935), Fogo de Outono e Infâmia (1936), Beco Sem Saída (1937), Jezebel (1938), O Morro dos Ventos Uivantes (1939), A Última Fronteira e A Carta (1940), Pérfida (1941), Rosa de Esperança e Mrs. Miniver (1942), Os Melhores Anos de Nossas Vidas (1946), Tarde Demais (1949), Chaga de Fogo (1951), Perdição de Amor (1952), A Princesa e O Plebeu (1953), Horas de Desespero (1955), Sublime Tentação (1956), Da Terra Nascem Os Homens (1958), Beh-Hur (1959), Infâmia (1961) e Funny Girl - A Garota Genial (1968), entre outros. Wyler foi indicado 12 vezes ao Oscar de Melhor Diretor, recebendo 3 deles: por Mrs. Miniver (1942), Os Melhores Anos de Nossas Vidas (1946) e Ben-Hur (1959). Além disso, Laurence Olivier foi indicado ao Oscar de Melhor Ator por seu trabalho em O Morro dos Ventos Uivantes (1939), Bette Davis ganhou seu segundo Oscar por sua atuação em Jezebel (1938), Audrey Hepburn ganhou Oscar por A Princesa e O Plebeu, Charlton Heston foi indicado ao Oscar por Ben-Hur (1959) e Barbra Streisand ganhou Oscar por Funny Girl (1968), entre outros. William Wyler foi casado com Margaret Sullavan entre 1934 e 1936 e Margaret Tallichet, entre 1938 e 1981, quando morreu. Teve cinco filhos: Catarina, Judith, William Jr., Melanie e David. Para saber mais sobre os filmes: http://melhoresfilmes.com.br/diretores/william-wyler


4) Norma Shearer: Edith Norma Shearer nasceu em Montreal, Canadá, em 1902. Era filha de Andrew e Edith, mas o casal não era feliz. Assim, a mãe se dedicou à filha, tentando torná-la pianista. Mas Norma decidiu, desde cedo, que queria ser atriz. A mãe apoiou, apesar de não achá-la bonita. Norma tinha dois irmãos: Athole e Douglas. Quando a irmã começou a sofrer de problemas mentais, a empresa do pai entrou em crise, e a família viu seu modo de vida empobrecer. Seus pais se separaram e Edith levou as filhas para New York. Norma começou a fazer pequenos papéis, corrigiu um problema nos olhos e rumou para Hollywood, em 1923 e logo se apresentou na Metro-Goldwin-Mayer, ao vice-Presidente, Irving G. Thalberg. Com o tempo, a relação profissional se transformou em amor, e os dois casaram em 1927, tendo dois filhos: Irving Thalberg Jr. (nasceu em 1930) e Katherine (nasceu em 1936). Ele morreu em 1936, e ela voltou a se casar em 1948, com Martin Arrougé, com quem viveu até a sua morte, em 1983. Entre seus principais filmes estão: O Príncipe Estudante (1927), A Cativante Viuvinha (1929), A Divorciada (1930), Uma Alma Livre (1931), O Amor Que Não Morreu e Mentiras da Vida (1932), A Família Barrett (1934), Romeu e Julieta (1936), Maria Antonieta (1938), As Mulheres e Este Mundo Louco (1939) e Escape (1940), entre outros. Foi dirigida por George Cukor e Ernst Lubitsch e trabalhou com astros como Lilian Gish, Marion Davies, Charlie Chaplin, Ramón Novarro, Marie Dressler, Wallace Beery, Clark Gable, John Barrymore, Tyrone Power, Joan Crawford e Robert Taylor, entre outros. Para saber mais sobre seus filmes: http://melhoresfilmes.com.br/atores/norma-shearer


5) Vincente Minnelli: Lester Anthony Minnelli nasceu em Chicago, em 1903. Seus pais eram Charles e Marie Odile e ele era o caçula de quatro filhos, sendo que apenas ele e um irmão chegaram à idade adulta. Seu avô Vincenzo e seu tio-avô Domenico foram revolucionários sicilianos, antes de seu avô migrar para os EUA. Vincente foi vitrinista e fotógrafo, figurinista e cenógrafo, no início de sua carreira. Depois, foi para New York, onde trabalhou no Radio City Music Hall, após 1932. Sua reputação foi crescendo e, em 1940 foi convidado para trabalhar na MGM pelo Produtor Arthur Freed. O primeiro filme que ele dirigiu, em 1943, foi Uma Cabana No Céu. Depois dirigiu Agora Seremos Felizes (1944) e se apaixonou pela atriz Judy Garland, com quem se casou em 1945. Os dois tiveram uma filha, a também atriz Liza Minnelli, nascida em 1946. O casamento durou até 1951. Nesse período, ele dirigiu O Ponteiro da Saudade e Yolanda e O Ladrão (1945), Ziegfeld Follies (1946), O Pirata (1948), A Sedutora Madame Bovary (1949), O Pai da Noiva (1950) e Sinfonia de Paris (1951), seu melhor filme. Em 1954, Vincente casou com Georgette Magnani, com quem viveu até 1958 e teve uma filha, Christiane (nascida em 1955). Dessa época são os filmes Assim Estava Escrito (1952), A Roda da Fortuna (1953), A Lenda dos Beijos Perdidos (1954), Paixões Sem Freios (1955), Gigi Sede de Viver (1956), Teu Nome É Mulher (1957) e Deus Sabe Quanto Amei (1958). Em 1962, Minnelli se casou pela terceira vez, com Danica "Denise" Radosavijevic, com quem viveu até 1971. Nessa época ele dirigiu A Herança da Carne e Essa Loura Vale Um Milhão (1960), Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse e A Cidade dos Desiludidos (1962), Papai Vai Casar (1963), Um Amor do Outro Mundo (1964), Adeus Às Ilusões (1965) e Num Dia Claro de Verão (1970). Finalmente, casou pela quarta e última vez com  Lee Anderson, em 1980. Com ela viveu até 1986, quando ele morreu. Desse período merece destaque o filme Questão de Tempo, de 1976. Há rumores de que teve um caso com o escultor Lester Gabo. Para saber mais sobre seus filmes: http://melhoresfilmes.com.br/diretores/vincente-minnelli


terça-feira, 27 de agosto de 2013

Femme Fatale

Femme fatale ou mulher fatal é um estereótipo muito usado na literatura e no cinema. É a mulher sedutora, que consegue o que quer usando seu poder de sedução sobre os homens. Vejamos um pouco mais sobre esse tema.



Capa da revista Veja de 13 de junho de 2012

A "mulher fatal" existe desde os tempos da deusa suméria Ishtar ou de Dalila seduzindo Sansão. Até mesmo Eva poderia ser considerada uma pecadora, e causador dos males do mundo. Sim, porque a sedução é a arma da "mulher pecadora", segundo uma visão mais cristã. Também entraria nesse rol a mitologia de Morgana, que seduziu o Rei Arthur e concebeu Mordred.

Representação moderna de Morgana

Em 1819, o poeta inglês John Keats (1795/1821) escreveu o poema La Belle Dame Sans Merci, copiando o título de um poema do Século XV, escrito por Alain Chartier (1385/1430). Nele, um cavaleiro encontra a "belle dame" que o encanta e depois desaparece, deixando-o numa espera eterna.

La Belle Dame Sans Merci (1902), obra de Frank Dicksee (1853/1928)

Como se pode ver, a femme fatale é uma figura consistente, presente no imaginário humano há milhares de anos. E há quem julgue essa uma característica boa da mulher, apesar da maioria considerar uma vilania. Se a mocinha era a boazinha, inocente e quase uma criança, a femme fatale seria justamente o seu oposto: a mulher sensual, que tem algum segredo, experiente e sedutora, adulta, sexy. Tudo que os homens mais querem e mais temem. No imaginário criado em torno dessa figura, ela seria capaz de destruir o coração de um homem, fazendo-o escravo. Não é a toa que a Igreja liga a femme fatale às artes demoníacas, à bruxaria, aos sortilégios...

Maitê Proença em cena do filme A Dama do Cine Shangai, de 1987

Mesmo com o "pezinho atrás" da igreja e da sociedade puritana do Século XIX, multiplicaram-se as mulheres "com passado", na literatura (a Dama das Camélias de Alexandre Dumas Filho em 1848, a Lucíola de José de Alencar em 1862, a Capitu de Machado de Assis em 1899), na ópera (a Carmen de Bizet em 1874) e em quadros (Munch, Klimt e outros).

Judith e A Cabeça de Holofernes, 1901, de Gustav Klimt (1862/1918)

Uma mulher que contribuiu para aumentar a mitologia da femme fatale, já no Século XX, foi a dançarina Margaretha Geertruida Zelle (1876/1917). Envolvida, ingenuamente, com teorias conspiratórias e espionagem durante a Primeira Guerra Mundial, ela ficaria internacionalmente conhecida pelo apelido Mata Hari. Tanto que virou tema de filmes sensuais (o mais famoso foi Mata Hari, de 1931, com Greta Garbo):


Com o advento do cinema, no Século XX, multiplicaram-se as femme fatale, também conhecidas como vamps: Theda Bara (1885/1955), Helen Gardner (1884/1968), Louise Glaum (1888/1970), Valeska Suratt (1882/1962), Musidora (1889/1957), Virginia Pearson (1886/1958), Olga Petrova (1884/1977), Rosemary Theby (1892/1973), Nita Naldi (1894/1961), Pola Negri (1897/1987), Estelle Taylor (1894/1958), Jetta Goudal (1891/1985) e outras.

Apolonia Chalupiec, mais conhecida como Pola Negri

A partir dessas precursoras, muitas outras femme fatales apareceram, na cinematografia norte-americana: Myrna Loy (1905/1993), Mary Astor (1906/1987), Gene Tierney (1920/1991), Rita Hayworth (1918/1987), Barbara Stanwyck (1907/1990), Veronica Lake (1922/1973), Ava Gardner (1922/1990), Lana Turner (1921/1995), Alida Valli (1921/2006), Ann Savage (1921/2008). Lizabeth Scott (1922/), Jane Greer (1924/2001), Joan Bennett (1910/1990), Lauren Bacall (1924/) entre outras.

Ava Gardner, um grande femme fatale

As femme fatale dos anos 40 possuíam algumas características:

1) Uma roupa bem cortada:

Lauren Bacall

2) Um cigarro na mão:

Ida Lupino

3) Um olhar misterioso:

Ann Savage

4) Um cabelo complementando o visual misterioso:

Veronica Lake

Visual da Femme Fatale