terça-feira, 3 de setembro de 2013

Pequenas Biografias V

1) Roberto Rossellini: Gastone Zeffiro Roberto Rossellini nasceu em 1906, em Roma. Era filho de Angiolo e Elettra Rosellini e tinha um irmão mais velho, o compositor Renzo Rossellini. Seu pai trabalhava em construção civil, e construiu o primeiro cinema de Roma e por isso, Roberto podia ver filmes a vontade, o que influenciou em seus filmes. Em 1934, ele se casou com a atriz russa Assia Noris, mas o casamento durou até 1936. Neste mesmo ano, ele se casou com a figurinista Marcella De Marchis, com quem teve dois filhos: Marco (morreu com 9 anos) e Renzo (1941). Ele viveu com Marcella até 1950. Nos Anos 40, ele começou a dirigir, e seus primeiros filmes foram: La Nave Bianca (1942), O Homem da Cruz (1943), Roma, Cidade Aberta (1945), Paisá (1946), Alemanha, Ano Zero (1947) e O Amor (1948), entre outros. Em 1948, ele recebeu uma carta da atriz Ingrid Bergman, elogiando seus filmes. Começava ali uma história de amor que os levou ao altar: em 1950 os dois se casaram, e viveram juntos até 1957. Mas o caso começou de maneira escandalosa, pois ambos eram casados, quando começaram a se relacionar. Nos anos 50 os dois fizeram diversos filmes juntos: Stromboli (1950), Europa 51 (1952), Romance na Itália e Nós, As Mulheres (1953), Joana D'Arc e O Medo (1954). Além disso, o casal teve três filhos: Roberto Ingmar Rossellini (1950) e as gêmeas Isabella e Ingrid Isotta Rosellini (1952). Além dos já citados, Rosellini fez outros filmes na década de 50: Francisco, Arauto de Deus (1950), Os Sete Pecados Capitais (1952), Onde Está a Liberdade? (1954), De Crápula a Herói e Índia: Matri Bhumi (1959), entre outros. Em 1957, o Primeiro-Ministro da Índia, Jawaharlal Nehru pediu que Roberto fizesse um documentário sobre seu país. Durante as filmagens, ele se envolveu com a roteirista Sonali Das Gupta, que era casada. Foi expulso da Índia e separou-se de Ingrid Bergman. Mas se casou com a indiana, assumiu o filho dela, Arjun, que foi rebatizado como Gil Rossellini (1956) e tiveram mais uma filha, Raffaella (1958). Rossellini viveu com Das Gupta até 1977, ano de sua morte. Nos Anos 60 e 70 ainda fez vários filmes, entre os quais Era Noite em Roma e Viva a Itália (1960), Relações Humanas (1963), A Tomada do Poder Por Luís XIV (1966), Sócrates (1971), Santo Agostinho  e Blaise Pascal (1972), Descartes e Ano Um (1974), O Messias (1975), entre outros. Para saber mais sobre o diretor: http://melhoresfilmes.com.br/diretores/roberto-rossellini




2) Mary Astor: Lucile Vasconcellos Langhanke nasceu em Illinois, EUA, em 1906. Ela foi filha única do alemão Otto Ludwig e da portuguesa/irlandesa Helen Marie e aprendeu a tocar piano com o pai e a atuar com a mãe. Em 1919 ela chegou às finais de um concurso de beleza. Seu pai a levou a New York, para que ela se tornasse atriz. E logo ela começou a atuar em filmes, como Don Juan (1926) e Dois Cavaleiros Árabes (1927). Ainda em 1928, ela se casou com Kenneth Hawks em 1928, mas ficou viúva em 1930. Depois se casou com Franklin Thorpe, com quem viveu entre 1931 e 1936 e Manuel del Campo, com quem viveu entre 1936 e 1941. Nos anos 30, ela estrelou Holiday (1930), Terra de Paixões (1932), O Caso de Hilda Lake (1933), O Homem de Duas Caras e Alta Roda (1934), Fogo de Outono (1936), O Prisioneiro de Zenda e O Furacão (1937) e Meia-Noite (1939), entre outros.

 e Thomas Gordon Wheelock (1945/1955).

http://en.wikipedia.org/wiki/Mary_Astor
http://melhoresfilmes.com.br/atores/mary-astor



3) Otto Preminger: Otto Ludwig Preminger (1906/1986)

4) Janet Gaynor: Laura Augusta Gaynor (1906/

5) Billy Wilder (1906)

Pequenas Biografias IV

1) Robert Donat: Friedrich Robert Donat nasceu em Manchester, Inglaterra, em 1905. Seus pais eram Ernst Emil e Rose Alice Donat, e ele tinha dois irmãos: John e Philip Donat. Ele fez sua primeira aparição no teatro em 1921, quando tinha apenas 16 anos, no papel de Lucius, em Julio Cesar. Mas seus maiores sucessos seriam mais adiante, na década de 30, na tela do cinema: Os Amores de Henrique VIII (1933), O Conde de Monte Cristo (1934), Os Trinta e Nove Degraus e O Fantasma Camarada (1935), O Amor Nasceu do Ódio (1937), A Cidadela (1938) e Adeus, Mr. Chips (1939), entre outros. Ainda em 1929, ele havia se casado com Ella Annesley Voysey, com que viveu até 1946. Com ela, teve três filhos: Brian, John e Joanna. Na década de 40, atuou em Longe dos Olhos (1945), Captain Boycott (1947) e Cadete Winslow (1949). Ele tinha asma e isso o impediu de trabalhar muito, fazendo poucos filmes em sua carreira. Em 1958 fez um de seus últimos filmes: A Morada da Sexta Felicidade. Logo depois, veio a falecer, de um tumor no cérebro. Desde 1953, era casado com Renée Asherson. Para saber mais sobre os filmes do ator: http://melhoresfilmes.com.br/atores/robert-donat



2) Greer Garson: Eileen Evelyn Greer Garson nasceu em Essex, na Inglaterra, em 1904. Era filha única e seus pais se chamavam George e Nina. Greer se formou na Universidade de Grenoble, na França, tendo formação em Literatura do Século XVIII. Seu objetivo era ser professora, mas se envolveu no teatro, na década de 30. Casou com Edward Alec Abbot Snelson em 1933, mas só viveu com ele até 1934. Em 1937, assinou contrato com a MGM, mas só fez seu primeiro filme em 1939: Adeus, Mr. Chips, com Robert Donat (Biografia acima). Já no primeiro filme, ela  recebeu indicação ao Oscar de Melhor Atriz.  Depois, ela foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz em 1939, 1940, 1941 e 1942, indo para o Guiness Records. Na década de 40 vieram outros sucessos: Orgulho e Preconceito (1940), Flores do Pó e De Mulher Para Mulher (1941), Rosa de Esperança e Na Noite do Passado (1942), Madame Curie (1943), O Vale da Decisão e Aventura (1945), Travessuras de Júlia (1948), A Glória de Amar (1949) e outros. Finalmente, em 1942 ela ganhou o Oscar de Melhor Atriz por seu papel em Srª Miniver e fez um discurso de mais de 5 minutos, o maior da História do Oscar. Depois dela, o tempo passou a ser controlado. Ainda em 1943, a atriz se casou com Richard Ney. Esse casamento durou até 1947. Seu terceiro e último casamento foi com o milionário texano Buddy Fogelson, em 1949. Viveram até 1987, quando ele morreu. Nas décadas de 50 e 60 ela atuou em  Romance de Uma Esposa (1950), Julio Cesar e Os Maridos da Mamãe (1953), Os Homens de Sua Vida (1954), Uma Estranha Em Meu Destino (1955), Dez Passos Imortais (1960), Dominique (1966) e Quando O Coração Não Envelhece (1967). Greer Garson morreu em 1996. Para saber mais sobre os filmes da atriz: http://melhoresfilmes.com.br/atores/greer-garson



3) Joseph Cotten: Joseph Cheshire Cotten nasceu na Virginia, EUA, em 1905. Era filho de Joseph Cotten Sr. e Sally Wilson. Ele estreou na Broadway em 1930, e logo se tornou amigo de Orson Welles. Em 1931, ele se casou com Lenore Kipp, e viveu com ela até a sua morte, em 1960. No cinema, sua estreia foi no final da década, mas seus filmes mais conhecidos foram feitos a partir dos Anos 40: Cidadão Kane (1941), Soberba (1942), A Sombra de Uma Dúvida e Jornada do Pavor (1943), À Meia Luz e Desde Que Partiste (1944), Um Amor Em Cada Vida (1945), Duelo Ao Sol (1946), Ambiciosa (1947) e O Retrato de Jennie (1948), entre outros. Na década seguinte, os filmes que ele fez fizeram menos sucesso: Paraíso Proibido (1950), O Homem das Sombras (1951), Othello (1952), Torrente de Paixão e Um Plano Sinistro (1953), O Assassino Anda Solto (1956), A Marca da Maldade (1958), e outros. Em 1960, Cotten se casou com Patricia Medina, após a morte de sua primeira esposa. Esse casamento duraria até 1994, ano de sua morte. Nas décadas seguintes ele participou de alguns filmes, como O Último Pôr-do-Sol (1961), Com A Maldade Na Alma (1964), Os Cruéis (1967), Petulia, Um Demônio de Mulher (1968), Tora! Tora! Tora! - O Ataque a Pearl Harbor (1970), Semeando A Ilusão (1972), Verdades e Mentiras e No Mundo de 2020 (1973), O Último Brilho do Crepúsculo (1977) e O Portal do Paraíso (1980), entre outros. Para saber mais sobre os filmes do ator:  http://melhoresfilmes.com.br/atores/joseph-cotten



4) Madeleine Carroll: Edith Madeleine Carroll nasceu em Staffordshire, Inglaterra, em 1906. Ela era formada pela Universidade de Birminghan e chegou a lecionar para meninas. Mas foi no cinema que fez seu nome. Ficou famosa com os filmes Os Trinta e Nove Degraus (1935), O Agente Secreto (1936), O Prisioneiro de Zenda (1937), Bloqueio (1938), Solteira Por Capricho (1939), Legião de Heróis (1940), Minha Loira Favorita (1942) e O Leque (1949), entre outros. A única irmã de Madeleine, Marguerite, morreu durante a Segunda Guerra Mundial. Depois disso, ela se envolveu com a Cruz Vermelha, e cedeu seu castelo, nos arredores de Paris, para refugiados da Guerra. Por isso, foi premiada com a Medalha da Liberdade americana e a Legião de Honra francesa. Ela se naturalizou americana em 1943. Teve quatro maridos: o Capitão Phillip Astley (de 1931 a 1940), Sterling Hayden (de 1942 a 1946), Henri Lavorel (de 1946 a 1949) e Andrew Heiskell (de 1950 a 1965). Após a Guerra, ela foi para a Europa, onde desenvolveu atividades pacifistas. Morreu em 1987 e foi enterrada em Málaga. Mas, em 1998, seus restos mortais foram transferidos para a Catalunha, na Espanha. Para saber mais sobre seus filmes: http://melhoresfilmes.com.br/atores/madeleine-carroll


5) Lon Chaney Jr.: Creighton Tull Chaney nasceu em Oklahoma, EUA, em 1906, e era filho do também ator Lon Chaney (1883/1930) e Frances Cleveland Creighton Chaney. Em 1915, quando o menino tinha apenas 9 anos, seus pais se separaram e o menino foi levado a crer que sua mãe morreu. Seu pai logo casou novamente, com Hazel Hastings. Enquanto isso, Jr. viveu em diversas casas. Além da infância difícil, Lon Chaney Jr. ainda tinha que se desvencilhar da fama do pai, que além de tudo, não o incentivou a seguir a mesma carreira. Foi somente depois da morte do pai e descobrir que sua mãe estava viva, que Lon Chaney Jr. começou a atuar em filmes, muitos deles de Classe B. E os mais famosos foram: Ave do Paraíso (1932), Carícia Fatal (1939), Legião de Heróis (1940), O Lobisomem (1941), Frankenstein Encontra O Lobisomem (1943), A Casa de Frankenstein e Mulher Cobra (1944), Resistência Heroica (1951), Matar ou Morrer e O Castelo do Pavor (1952), Acorrentados (1958), O Castelo Assombrado (1963) e Duelo No Oeste (1966). Em 1928, ele se casou com Dorothy Hinckley, com quem teve dois filhos (Ralph e Ronald) e se divorciou em 1937. Nesse mesmo ano ele se casou com Patsy Beck, com quem viveu até 1973, ano de sua morte. Para saber mais sobre os filmes do ator: http://melhoresfilmes.com.br/atores/lon-chaney-jr


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

História do Cinema: 1940 – 1949

A influência da II Grande Guerra no panorama cinematográfico mundial
A Segunda Guerra Mundial é o grande acontecimento da década de 40 e está na origem da mudança do panorama cinematográfico mundial, refletindo-se no número de filmes produzidos e nos temas abordados.
Inevitavelmente, a Europa foi onde os efeitos do conflito mais se fizeram sentir: se por um lado grande parte dos países viram a sua produção diminuir drasticamente, outros, como a Alemanha e a União Soviética, chegaram a aumentar a sua produção. Devido ao regime vigente, a Alemanha manteve uma produção ativa com mais de 1000 filmes produzidos durante os anos em que Hitler esteve no poder, na sua maioria filmes de propaganda. Após a guerra e com a divisão da Alemanha, a produção igualmente se dividiu, refletindo visões artísticas diferentes. No caso soviético e com a entrada do país na guerra, em 1941, a produção cinematográfica centrou-se em documentários de propaganda, em filmes de entretenimento e dramas, como Ivan, o Terrivel (Parte I) de Sergei Eisentein (Fig.1).



Um dos reflexos do conflito foi o êxodo de pessoas para os Estados Unidos. A França não fugiu à regra e os realizadores que se mantiveram no país concentraram o seu trabalho em produções históricas ou alegóricas, destacando-se os trabalhos de Marcel Carné e Robert Bresson.
O pós-guerra na Europa é marcado pelas medidas contra o cinema americano, na tentativa de desenvolver as várias cinematografias nacionais. O melhor exemplo é a criação, na França, do Centre National de la Cinématographie (CNC), ainda hoje um importante pilar na indústria cinematográfica francesa.
Ao contrário da Europa, a produção cinematográfica americana do inicio da década é pujante e capaz de produzir filmes tão diversos como: Vinhas da Ira (drama social), Rebecca (thriller), Casamento Escandaloso (comédia) e O Grande Ditador (sátira). Com a entrada do país na guerra, Hollywood contribuiu também com a sua parte, quer através do recrutamento de atores e outros criativos para a frente de batalha, quer com a produção de filmes de “propaganda”: recorde-se o trabalho do realizador Frank Capra para o exército e filmes de ficção como Mrs. Miniver, Since you Went Away, This is the Army, Thirty Seconds Over Tokyo e, o melhor exemplo de todos, Casablanca (Fig. 2).



O inicio da década é também marcada pela estreia do que é, hoje, considerado como o melhor filme de todos os tempos: Cidadão Kane (Fig. 3). Escrito, realizado e interpretado por um jovem Orson Welles, o filme cedo se viu envolto em polêmica devido ao fato de relatar a história do magnata William Hearst, que tudo fez para impedir a distribuição do filme, acabando este por ser um fracasso de bilheteira.



Com o final da guerra avizinhavam-se bons tempos para o cinema americano, tanto que o ano de 1946 revelou-se o mais lucrativo até ai. No entanto, um conjunto de fatores ensombrou a indústria cinematográfica americana: greves e inflação, que provocaram o aumento dos custos de produção, as restrições europeias à importação de filmes americanos; e o aparecimento da televisão. O resultado foi o declínio do número de espectadores de 90 milhões em 1948 para menos de 50 milhões dez anos mais tarde.
Paralelamente, os estúdios de Hollywood sofreram um rude golpe quando em 1948, por ordem do governo, se tiveram de desfazer das salas de cinema que detinham. Os estúdios ficaram, assim, sem forma de escoar diretamente os seus filmes (e controlar o mercado), passando a ficar sujeitos às exigências dos exibidores e dividir os lucros com estes.
1948 ficaria ainda marcado pelo inicio do Comitê de Investigação de Atividades Anti-Americanas, que tinha por objetivo investigar supostas atividades subversivas e erradicar a presença comunista na América. Embora tenha investigado vários setores da sociedade, Hollywood foi o alvo preferencial do Comitê devido à sua alta visibilidade. As investigações levaram à suposta identificação de um vasto número de pessoas com ligações ao partido comunista, tendo estes sido banidos de Hollywood durante anos. Alguns, nomeadamente argumentistas, conseguiram trabalhar sob pseudônimos, como foi o caso do vencedor do Oscar para melhor argumento em 1956, mas a maioria ficou sem trabalho.
» 1940

- Os cinco maiores estúdios de Hollywood concordam em desistir da “venda cega”, prática que forçava os exibidores a comprar filmes que não tinham previamente visionado, e diminuir o aluguer em bloco para cinco filmes. Este acordo leva a que os exibidores possam recusar filmes B e como consequência os estúdios vão reduzindo aos poucos a produção deste tipo de filmes para se concentrarem na produção de filmes de qualidade.
- Inicia-se a produção de pequenos filmes musicais (soundies) que eram vistos em máquinas semelhantes a jukeboxes. Este tipo de filmes é produzido até 1946.
- Rebecca, o primeiro filme americano de Alfred Hitchcock, é um sucesso comercial e de critica.
- A pós a invasão nazi, o realizador francês Jean Renoir (Fig. 4) parte para Lisboa e depois para os Estados Unidos, ai permanecendo até ao final da guerra.
- Após uma produção regular de cerca de 15 filmes por ano durante a década de 20, o Brasil produz apenas um filme em 1940. O declínio deve-se a uma prolongada crise econômica.



» 1941

- À medida que a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra se torna cada vez mais evidente, os filmes de guerra tornam-se populares junto do público.
- Com a entrada dos Estados Unidos na guerra, cerca de 40.000 dos 240.000 trabalhadores da indústria cinematográfica entram para o exército.
- O produtor Samuel Goldwyn dá por terminada a sua ligação com a United Artists e começa a distribuir os seus filmes através da RKO Radio Pictures.
- Orson Welles estreia Cidadão Kane. Aclamado pelos críticos, o filme é um fiasco comercial principalmente devido à tentativa do magnata de imprensa William Hearst, no qual o filme se baseia, em impedir a sua distribuição.
- Ava Garner (Fig. 5) estreia no filme H.M Pulham Esq., mas apenas viria a tornar-se uma estrela anos mais tarde.
- Estreia de Casablanca, um dos mais populares filmes de todos os tempos e que viria a ganhar 3 Oscar no ano seguinte (Melhor Filme, Melhor Produção e Melhor Argumento).
- O governo americano cria o Gabinete de Informação de Guerra (Office of War Information) para coordenar a propaganda de guerra e os laços com Hollywood. Uma das suas práticas é a censura cinematográfica.
- Devido à guerra, Hollywood sofre restrições que vão afetar a rodagem e a estreia de filmes.
- Com o recrutamento de muitos das suas estrelas masculinas, Hollywood sente dificuldade em encontrar protagonistas para os seus filmes.
- Na Alemanha, o governo nazi nacionaliza a indústria cinematográfica.



» 1943

- Criada a Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood, atualmente conhecida como Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, responsável pelos prêmios Globo de Ouro, instituídos em 1944.
- Frank Capra estreia Prelude to War, o primeiro da série de documentários de guerra que realizou para o exército americano.
- Jane Russell estreia em O Proscrito (Fig. 6) , produzido e realizado por Howard Hughes. O filme, que realça os volumosos seios da atriz, esteve na base de uma árdua batalha entre o milionário e o gabinete de censura, o que dificultou a distribuição do filme.



» 1944

- Lauren Bacall estreia em Uma Aventura Na Martinica (Fig. 7), ao lado do que viria a ser seu marido, Humphrey Bogart.
- Pela primeira vez, a cerimônia de entrega do Oscar deixa de ser uma festa privada e transforma-se num espetáculo de variedades e é transmitida pela rádio.
- É fundada, na Grã-Bretanha, a produtora e distribuidora Eagle-Lion Films.
- Pela primeira vez é transmitido um anúncio na televisão a um filme (Papai Por Acaso).
- Alexander Korda vende a empresa London Films à United Artists.
- Entre 1944 e 1973, a produção cinematográfica espanhola é controlada pelo ministro da Cultura do General Franco, Luis Carrero Blanco.



» 1945

- No dia 15 de Agosto, os estúdios de Hollywood param a produção para celebrar o fim da II Guerra Mundial (Fig. 8). No fim desse mês, terminam as restrições à distribuição do stock de película.



» 1946

- Hollywood tem o seu ano mais rentável de sempre, sustentado por um recorde de espectadores.
- A Universal funde-se com a International Pictures e passa a chamar-se Universal-International.
- Com o pós-guerra, a produção cinematográfica japonesa começa a recuperar e o número de espectadores duplica em relação aos anos que antecederam a guerra.
- É criado, na França, o Centre Nacional du Cinema Françoise, para regular a indústria cinematográfica.
- Tem lugar a primeira edição do Festival de Cinema de Cannes (Fig. 9).



» 1947

- O Comitê de Investigação de Atividades Anti-Americanas inicia as suas investigações sobre alegados comunistas em Hollywood.
- David O. Selznick termina a sua associação com a United Artists e começa a distribuir ele próprio os seus filmes.
- Elia Kazan inaugura, em Nova Iorque, o Actor’s Studio (Fig. 10). Sob a direção artística de Lee Strasberg, a escola de atores torna-se conhecida pela sua técnica de interpretação (o método), e dela saem nomes como Marlon Brando, James Dean e Paul Newman.
- A Grã-Bretanha institui limites à importação de filmes americanos. Os produtores de Hollywood retaliam e os limites são levantados um ano depois.
- Com o pós-guerra, aumenta a produção de filmes fatalistas e de moral duvidosa, gênero que ficaria conhecido como film noir.



» 1948

- O Supremo Tribunal Americano declara os cinco grandes estúdios de Hollywood culpados de práticas monopolistas e ordena que vendam as salas de cinema que detêm.
- Os Dez de Hollywood são acusados de desrespeito quando se recusam a cooperar com o Comitê de Investigação de Atividades Anti-Americanas e são sentenciados a um ano de prisão, apagarem uma multa de $1.000 dólares e entram para a lista negra de Hollywood.
- Como resultado de uma ação em tribunal, a Eastman Kodak é obrigada a abrir mão das patentes que detêm sobre o processamento de cor.
- O realizador italiano Vittorio de Sica (Fig. 11) estreia o clássico Ladrões de Bicicletas, exemplo máximo do neo-realismo italiano.
- A Grã-Bretanha, à semelhança de outros países europeus, impõe limites à quantidade de dinheiro que as empresas americanas podem retirar do país. Esta medida encoraja os estúdios americanos a investir parte dos seus lucros na produção cinematográfica local.



» 1949

- O espírito anti-comunista invade Hollywood com várias comissões a controlarem e a influenciar o dia-a-dia da indústria cinematográfica.
- Uma vez mais, os tribunais ordenam os estúdios a alienarem as salas de cinema que detêm.
- Marilyn Monroe (Fig. 12) posa nua para um calendário e estreia no último filme em que os Irmãos Marx contracenam juntos (Love Happy).
- Elia Kazan estreia Pinky, um dos vários filmes de 1949 que abordam questões raciais.
- Para encorajar a produção nacional, o governo britânico cria o National Film Finance Corporation, que empresta dinheiro à industria cinematográfica.
- Os estúdios ingleses Ealing começam a ser conhecidos pelas suas comédias, entre elas Kind Hearts and Coronets, no qual Alec Guiness interpreta seis personagens.
- A Alemanha é oficialmente dividida, dando origem a duas indústrias cinematográficas distintas.
- Após muitos anos no estrangeiro, o realizador brasileiro Alberto Cavalcanti regressa ao seu país, onde vai dirigir a produtora Vera Cruz Filmes.



História do Cinema: 1930 – 1939

O Studio System
Nos Estados Unidos, a década de 30 é marcada pelo domínio dos grandes estúdios de Hollywood, que anos antes tinham lutado contra o domínio da Motion Pictures Patents Company, sendo possível identificar estilos próprios: a Metro-Goldwyn-Mayer (Fig. 1)era conhecida pelas suas estrelas e filmes de qualidade, a “pobre” Columbia Pictures pelas comédias de Frank Capra e a Warner Bros. pelos seus dramas sociais e filmes de gangsters.


A década é também marcada pela utilização do som na sétima arte e que viria a transformar a indústria: os atores começaram a dar mais atenção à voz, os estúdios procuraram no teatro atores mais expressivos, os escritores foram obrigados a definir os personagens através de palavras e os escritores de cartões (intertítulos) ficaram no desemprego. Mas o som permitiu também o nascimento de um novo gênero: o musical, aparecendo, então, estrelas como Maurice Chevalier, Fred Astaire e Ginger Rogers (Fig. 2).


O início da década de 30 é também marcada pela produção dos primeiros filmes a cores: o desenho animado da Walt Disney Flowers and Trees, de 1932, e a longa-metragem Vaidade e Beleza, de 1935. Em desenvolvimento desde a década de 1890, a tecnologia de filmes a cores teve o seu melhor exemplo com o épico ...E O Vento Levou (Fig. 3). Produzido em 1939, o filme foi um dos muitos que se produziram durante o que é considerado o melhor ano da história da sétima arte. Outros filmes produzidos nesse ano: No Tempo das Diligências, A Mulher Faz O Homem, Ninotchka, O Mágico de Oz, Gunga Din, Vitória Amarga.


Na França, o trabalho de realizadores como Jean Renoir, Jean Vigo, René Clair e Marcel Carné refletem uma visão negra que antecipa a guerra que se avizinhava. Antes da Guerra, a Alemanha produzia mais de 200 filmes por ano, onde se destacavam os trabalhos de Fritz Lang (Fig. 4) e G.B.Pabst. Após a ascensão de Hitler em 1933, a industria cinematográfica alemã passa a ser controlada pelo Ministro da Propaganda, Joseph Goebbles, dando origem a verdadeiras homenagens ao fascismo, como o filme de Leni Riefenstahl O Triunfo da Vontade (1935). Na Espanha, o cinema é controlado pela Companhia Industrial del Film Espanol e com a ascensão do ditador Franco, no final da década, os filmes passam para a mão do Estado. Na União Soviética, a produção é dominada por dramas, adaptações literárias e acontecimentos históricos, destacando-se o trabalho do realizador Sergei Eisenstein.



» 1930

- Greta Garbo interpreta o seu primeiro filme sonoro, Anna Christie, cujo slogan publicitário era: “Garbo Fala!”.
- O Presídio, realizado por George Hill, é o primeiro melodrama passado numa prisão.
- O Presidente da 20th Century Fox, William Fox, é forçado a vender o estúdio por $18 milhões de dólares depois de ter perdido a sua fortuna no crash da bolsa em 1929.
- A Itália estreia o seu primeiro filme sonoro, La Canzone dell’ Amore, realizado por Gennaro Righelli.
- Nada de Novo No Front (Fig. 5)é banido na Alemanha devido à sua mensagem pacifista.
- No inicio de década, os estúdios Paramount Pictures, Warner Bros. e 20th Century Fox são os donos da maioria das salas de cinema dos Estados Unidos.
- Nasce o primeiro jornal diário dedicado exclusivamente à indústria cinematográfica: The Hollywood Reporter.
- Em Março de 1930, o Código de Produção é adotado pela indústria americana para reger a filmagem de cenas que abordem sexo, religião, violência e outros assuntos sensíveis.



» 1931

- Devido à grande depressão, o número médio de espectadores diminui nos EUA (de 90 milhões em 1930 para 60 milhões em 1933); os estúdios passam por tempos difíceis e as salas de cinema para atrair mais espectadores recorrem a expedientes como as seções duplas.
- A RKO Radio Pictures adquire a empresa francesa Pathé.
- Os estúdios americanos, na tentativa de impedir o constante assédio às suas estrelas entre si, acordam em limitar essa prática.
- A Universal Pictures estreia Dracula (Fig. 6) e Frankenstein, interpretados por Bela Lugosi e Boris Karloff, respectivamente, e inicia o seu famoso ciclo de filmes de terror.
- A Warner Bros. inventa o filme de gangsters com a produção de O Pequeno César e O Inimigo Público.
- O realizador francês Jean Renoir estreia o seu primeiro grande filme da década (A Cadela), um sucesso junto da critica, mas um desastre comercial.
- A Índia e o Japão produzem os seus primeiros filmes sonoros: Alam Ara e Madamu to Nyobo, respectivamente.
- Fritz Lang estreia o seu filme M, O Vampiro de Düsseldorf.



» 1932

- A Paramount deixa de ser dona dos estúdios Astoria em Ney York; os estúdios passam a ser um centro de produção independente.
- Com receio da concorrência da rádio, os exibidores pretendem que os estúdios impeçam as estrelas de cinema de aparecerem na rádio; alguns estúdios aceitam temporariamente o pedido.
- A Walt Disney estreia o primeiro desenho animado a cores, Flowers and Trees.
- A Metro-Goldwyn-Mayer contrata Jean Harlow (Fig. 7), que viria a tornar-se uma das grandes estrelas do estúdio, e o escritor William Faulkner, que viria a ganhar o Prêmio Nobel.
- Shirley Temple faz a sua estreia no cinema com apenas três anos de idade.
- A Kodak introduz no mercado o filme de 8 mm, destinado a realizadores amadores.
- Alexander Korda funda, em Inglaterra, a London Films.
- O filme do realizador soviético Sergei Eisenstein Que Viva Mexico!-Da Zdravstvuyet Meksika!- é suspenso devido à falta de apoio financeiro do autor Upton Sinclair.
- O filme L’ Armata Azzurra, um tributo à força área de Mussolini, é o primeiro filme de propaganda italiano.
- O Egito estreia o seu primeiro filme sonoro, Inshudat el Fuad.
- O psicólogo alemão Rudolf Arnheim publica Film as Art, trabalho teórico sobre o formalismo cinematográfico.



» 1933

- O governo americano permite que os grandes estúdios controlem a produção, distribuição e exibição dos seus filmes, tornando-se verdadeiros monopólios.
- A Paramount Publix e a RKO, detentoras da Paramount Pictures e da RKO Pictures, respectivamente, declaram falência.

- Fred Astaire e Ginger Rogers surgem juntos pela primeira vez no filme Flying Down to Rio.
- O primeiro drive-in é inaugurado em New Jersey.
- Na Alemanha, os nazis assumem controlo da indústria cinematográfica e forçam os judeus a abandonar os seus postos de trabalho; os estúdios de Hollywood acedem a despedir os judeus que trabalham nos seus escritórios alemães.
- O filme do produtor Alexander Korda The Private Life of Henry VII, é um marco de qualidade na história do cinema inglês.
- Hedy Lamarr (Fig. 8) ganha notoriedade internacional ao aparecer nua no filme checo Extase.



» 1934

- O Código de Produção começa a ser rigidamente aplicado e assim se manterá até meados da década de 60.
- O responsável da Metro-Goldwyn-Mayer, Louis B. Mayer, utiliza o serviço de notícias (newsreel) do estúdio contra o candidato a Governador da Califórnia Upton Sinclair; este acabaria por perder as eleições.
- A Columbia Pictures estreia Odeio Mulheres, a primeira das 190 comédias interpretadas pelos Três Patetas (Fig. 9).
- O realizador francês Jean Vigo morre com tuberculose aos 29 anos, no mesmo ano em que estreia a sua obra-prima, A Atalante.
- A Warner Bros. fecha o seu escritório de distribuição em Berlim em reação à política anti-semita do governo Nazi Alemão.



» 1935

- Os estúdios de Hollywood começam a recuperar financeiramente, depois dos difíceis anos da Grande Depressão.
- A fusão entre a Twentieth Century Pictures e a Fox Film Corporation leva à criação da 20th Century Fox.
- É criada a Republic Pictures, uma das mais famosas produtoras de filmes B. David O. Selznick abandona a Metro-Goldwyn-Mayer e torna-se num produtor independente.
- Estreia do primeiro filme a utilizar o sistema de 3 cores da Technicolor, Becky Sharp (Fig. 10).
- É criado, em Roma, a escola de cinema Centro Sperimentale di Cinematografia.
- Leni Riefenstahl realiza o filme de propaganda nazi O Triunfo da Vontade.
- Na Inglaterra, J. Arthur Rank começa a construir o seu império cinematográfico, ganhando domínio em todos os aspectos da indústria cinematográfica.



» 1936

- Carl Laemmle, fundador da Universal Films, vende o estúdio a um grupo de investidores por pouco mais de $5 milhões de dólares.
- Com o apoio da Pathé, é fundado um novo estúdio em Hollywood: Grand National.
- A Pionner Pictures funde-se com a Selznick Internacional.
- David O. Selznick (Fig. 11) adquire os direitos sobre obra de Margaret Mitchell ...E O Vento Levou
- Numa encíclica, o Papa Pio XI denuncia os filmes indecentes.
- Aos 16 anos, Lana Turner é descoberta quando trabalhava numa loja pelo editor do Hollywood Reporter que a recomenda ao realizador Mervyn Leroy.
- O filme de estreia da cantora Deanna Durbin, de apenas 15 anos, é um sucesso comercial e salva a Universal da falência.
- A personagem Bugs Bunny é criada por um grupo de desenhadores da Warner Bros.
- É criada, em Paris, a Cinemateca Francesa.



» 1937

- A 20th Century Fox é o primeiro estúdio a usar a rádio para promover os seus filmes.
- A Branca de Neve e os Sete Anões (Fig. 12), da Disney, é a primeira longa-metragem de animação.
- A invasão japonesa de Shangai, na China, obriga a grande comunidade cinematográfica da cidade a emigrar para Hong-Kong e Taiwan; os japoneses utilizam os estúdios ocupados para produzir filmes de propaganda.
- Saint Tukaram é o primeiro filme indiano a vencer um prêmio internacional, ao ser premiado no Festival de Veneza deste ano.



» 1938

- O realizador inglês Alfred Hitchcock (Fig. 13) aceita realizar o seu primeiro filme americano, produzido por David O. Selznick.
- O realizador soviético Mark Donskoy estreia o primeiro filme da Trilogia de Maxim Gorky (1938-1940).
- A Inglaterra aumenta a quota de exibição de filmes ingleses e encoraja o investimento americano na produção inglesa.


» 1939

- Os estúdios americanos têm o seu melhor ano, com um vasto conjunto de filmes aclamados artisticamente.
- O estúdio Grand National entra em processo de falência.
- Estreia de ...E O Vento Levou, um dos maiores sucessos comerciais da história da sétima arte e um dos mais aclamados pela crítica.
- Hattie Mcdaniel (Fig. 14) vence o Oscar na categoria de Melhor Atriz secundária e torna-se a primeira pessoa de raça negra a vencer um Oscar.
- Em consequência do início da II Grande Guerra, as salas de cinema em Inglaterra fecham temporariamente as suas portas.
- A Regra do Jogo, a obra-prima do realizador francês Jean Renoir, é um fracasso comercial aquando da sua estreia.

domingo, 1 de setembro de 2013

Pequenas Biografias III

1) Bing Crosby: Harry Lillis "Bing" Crosby nasceu Tacoma, estado de Washington, em 1903. Era filho de Harry Lillis Crosby Sr. e Catherine Helen, sendo o quarto de sete filhos. Seus irmãos mais velhos eram Larry, Everett e Ted, e seus irmãos mais novos eram Bob, Catherine e Mary Rose. Antes de ser ator, Crosby era cantor, sendo que se encantou com uma apresentação de Al Jolson, quando tinha 17 anos. Na década de 20, ele formou uma banda chamada Musicaladers. Depois, formou uma dupla com Al Rinker, irmão da cantora Mildred Bailey. Ela o apresentou a Paul Whiteman, que era o bandleader mais famosa da América, na época. Logo a dupla estava fazendo enorme sucesso, e Whiteman acrescentou mais um elemento, formando um trio: o pianista e compositor Harry Barris. Eles formaram o The Rhytmn Boys. Mas Bing Crosby logo se destacou, e começou a sentir-se incomodado, no grupo. Assim, largou-o e se uniu ao Gus Arnheim Orchestra. Mas também não ficou muito tempo com eles, e em 1931 começou carreira-solo. Suas músicas logo chegaram ao topo das paradas e ele ganhou um programa na rádio. Logo se tornou a voz mais famosa da América, e começou a fazer filmes: O Rei do Jazz (1930), Delírio de Hollywood (1933), Cupido Ao Leme (1934), Mississípi (1935), Dinheiro do Céu (1936), e muitos outros. A sua forma de cantar deu origem ao estilo de cantar dos crooner. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele fez várias apresentações para os soldados, levantando a moral das tropas. Nos anos 40, fez filmes de sucesso, como Melodia Roubada (1940), Duas Semanas de Prazer (1942), O Bom Pastor (1944), Os Sinos de Santa Maria (1945), A Valsa do Imperador (1948), e muitos outros. A música pela qual é mais lembrado é White Christmas, lançada em 1941. Ela foi apresentada no filme Holiday Inn (1942). O Guiness aponta essa música como "a mais vendida de todos os tempos", sendo que já vendeu mais de 100 milhões de cópias. Na década de 50 ele atuou em Amar É Sofrer, Natal Branco (1954), Alta Sociedade (1956), Fogo No Coração (1957), Valentão É Apelido (1959), Adorável Pecadora (1960), e outros. Ele é considerado o terceiro ator mais popular de Holywood, perdendo somente para Clark Gable e John Wayne. Ele ganhou Oscar de Melhor Ator por seu trabalho em O Bom Pastor (1944), mas seu filme mais conhecido é White Christmas (1954). Seus maiores parceiros em filmes foram Bob Hope e Dorothy Lamour. Eles fizeram sete filmes juntos: Road To Singapore (1940), Road To Zanzibar (1941), Road To Morocco (1942), Road To Utopia (1946), Road To Rio (1947), Road To Bali (1952) e Road To Hong Kong (1962). Ele ainda fez alguns filmes na década de 60, como Dois Errados No Espaço (1962) e Robin Hood de Chicago (1964), fez várias apresentações em televisão e gravou muitas músicas mais. A Billboard apresenta 41 números 1, entre seus 383 singles. Na vida pessoal, ele se casou duas vezes: a primeira com a também cantora Dixie Lee, entre 1930 e 1952, com quem teve quatro filhos (Gary, os gêmeos Dennis e Phillip e Lindsay) e a atriz Kathryn Grant, com quem teve três filhos (Harry Lillis III, Mary e Nathaniel). Ele faleceu em 1977. Para saber mais sobre os filmes do ator: http://melhoresfilmes.com.br/atores/bing-crosby



2) Mirna Loy: Myrna Adele Williams nasceu em Montana, no ano de 1905. Era filha do fazendeiro Franklin David Williams e Adelle Mae. Ela tinha um irmão, chamado David. Em 1912, sua mãe quase morreu de pneumonia, e seu pai enviou mãe e filha para a Califórnia. Vendo o potencial da região, Adelle convenceu o marido a comprar terras por lá. Foi uma dessas terras que ele vendeu para Charlie Chaplin construir seu estúdio. Tempos depois, Adelle precisou passar por uma histerectomia, e foram para Los Angeles. Quando a mãe voltou para Montana, Myrna permaneceu por lá, tendo aulas de dança. Aos doze anos, estreou no palco. Em 1918, o pai de Myrna morreu de gripe espanhola, e a mãe finalmente mudou-se para Los Angeles, como queria desde o início. E Myrna, aos 15 anos, começou a ter aulas de teatro. Em 1921, ela posou para o artista Harry Winebrenner fazer a estátua intitulada Spiritual (ela pode ser vista na abertura de Grease - 1978). Aos 18 anos, Myrna parou de estudar, e começou a trabalhar. Ela foi "descoberta" por Rodolfo Valentino, que viu fotos suas, e queria uma moça bonita para figurar no filme Snake, que estava produzindo com sua esposa, Natacha Rambova. A atriz logo incorporou a femme fatale em diversos filmes, entre os quais: Em Paris É Assim, Don Juan (1926), A Arca de Noé (1928) e A Guarda Negra (1929). Mas o estrelato veio na década de 30, com filmes como Ama-me Esta Noite (1932), A Ceia dos Acusados, Vencido Pela Lei (1934), Casado Com Minha Noiva, Ziegfeld, O Criador de Estrelas, A Comédia dos Acusados (1936), Piloto de Provas (1938), O Hotel dos Acusados (1939) e outros. Atuou com astros como Clark Gable, Jean Harlow, James Stewart, Tyrone Power e Mary Astor. Em 1936, Myrna Loy casou-se com Arthur Hornblow Jr., com quem viveu até 1942. Durante a Segunda Guerra Mundial, a atriz concentrou esforços para auxiliar a Cruz Vermelha. Somente quando acabou a Guerra, é que voltou a fazer filmes: Regresso Daquele Homem (1945), Os Melhores Anos de Nossas Vidas (1946), Solteirão Cobiçado (1947) e Lar, Meu Tormento (1948), entre outros. Em 1942, ela casou com John Hertz Jr., com quem viveu até 1944. Em 1946, casou-se pela terceira vez, agora com Gene Markey. Viveram juntos até 1950. Nos anos 50 e 60 fez menos filmes: Papai Batuta (1950), Com Um Pouco de Amor (1958), O Vale da Ternura (1959), A Teia de Renda Negra (1960), Paixões Desenfreadas (1969), Se Não Me Mato, Morro (1978) e Tudo Que Sempre Quis Ouvir (1980), entre outros. Em 1951 casou-se pela quarta e última vez, com Howland H. Sargeant, com quem viveu até 1960. Ela não teve filhos, e morreu em 1993. Para saber mais sobre os filmes da atriz:
http://melhoresfilmes.com.br/atores/myrna-loy



3) Pedro Vargas: Pedro Vargas Mata nasceu em San Miguel Allende, México, em 1906. De uma família modesta, já cantava no coral da igreja local com apenas sete anos. Aos 14 anos foi para a capital, a Cidade do México, onde começou uma carreira como cantor. Depois, começou a ter aulas com o professor Jose Pierson, que fez com que, em 1928 ele participasse da execução da ópera Cavalleria Rusticana, no Teatro Esperanza. O sucesso fez com que logo viajasse para os Estados Unidos, Argentina e outros locais. No cinema, atuou em diversos filmes, como Canto A Mi Tierra (1938), Laranja da China (1940), Eu Sou Mexicano Puro (1942), Fantasia Ranchera (1947), O Abandonado (1949), Em Havana Vou (1951), Caribe e Piel Canela (1953), entre outros. Vargas faleceu em 1989.



4) Greta Garbo: Greta Lovisa Gustafsson nasceu em Estocolmo, na Suécia, em 1905. Foi a terceira e última filha de Karl Alfred e Anna Lovisa. Seus irmãos mais velhos foram Sven Alfred e Alva Maria. Era uma família operária e pobre. A menina gostava de teatro desde pequena, e sonhava ser atriz. Estudou até os 13 anos. Em 1919, o pai contraiu a Gripe Espanhola, morrendo em 1920. Greta trabalhou numa barbearia e numa loja de chapéus, onde aprendeu a confeccioná-los. Depois se tornou modelo. Em 1922 já começava a aparecer no cinema, em filmes de moda. Entre 1922 e 1924 Greta estudou na Royal Dramatic Theatre, em Estocolmo, sendo notada pelo diretor Mauritz Stiller, que a colocou no filme  A Saga de Gösta Berling (1923). Depois desse, fez A Rua das Lágrimas (1925). O vice-Presidente da MGM, Louis B. Mayer viu o filme e, magnetizado pela atriz, fez um contrato para que ela e o diretor fossem para os EUA, o que aconteceu em 1925. Nos EUA, fez vários filmes: Os Proscritos,  A Carne e O Diabo e Terra de Todos (1926), Uma Mulher Singular e A Dama Misteriosa (1928), O Direito de Amar (1929), entre outros. Esses filmes eram todos mudos, e havia um receio de que o sotaque sueco atrapalhasse a carreira da atriz. Mas foi um receio tolo. Com o slogan "Garbo fala!", anunciou-se o filme Anna Christie (1930), que foi a melhor bilheteria daquele ano. Depois Greta atuou em Romance (1930), Mata Hari e Susan Lenox (1931), Grand Hotel e Como Me Queres (1932), Rainha Christina (1933), Anna Karenina (1935), A Dama das Camélias (1936), Madame Walewska (1937) e Ninotchka (1939), entre outros. Seu rosto anguloso e sua voz marcante ajudaram muito na composição das personagens fortes: Anna Christie (que se prostituiu durante dois anos, para viver), Susan Lennox (que vive se desencontrando do personagem de Clark Gable, até o final), Mata Hari (a espiã que foi fuzilada no final da Primeira Guerra Mundial), Grusinskaya (a dançarina de Grand Hotel, que falou a célebre frase "I want to be alone"), Rainha Christina da Suécia (que viveu no Século XVII), Anna Karenina (a russa que traiu o marido e foi proibida de ver o próprio filho), Marguerite Gautier (a cortesã Camille, que morre nos braços de seu amado Armand) e a espiã russa Nina Ivanovna 'Ninotchka' Yakushova (que foi anunciada com o slogan "Garbo ri"). Grand Hotel ganhou Oscar de Melhor Filme e Mata Hari precisou de esquema policial, para acalmar as multidões que queria vê-lo. Era a "Garbomania". Garbo ganhou Oscar de Melhor Atriz por seus papéis em Anna Karenina e A Dama das Camélias. Tudo ia bem, e em 1941 ela atuou em Duas Vezes Meu, com Direção de George Cukor. Houveram duras críticas ao filme, e por diversos motivos, ela nunca mais atuou no cinema, sendo eternizada pela frase "I want to be alone" ("Eu quero ficar só", do filme Grand Hotel). Ela viveu praticamente reclusa até a sua morte, em 1990. Ela nunca se casou e nem teve filhos, mas teve alguns romances com homens, como John Gilbert (década de 20), Erich Maria Remarque e Cecil Beaton (década de 40) e com mulheres, como Lilyan Tashman, Louise Brooks, Mercedes de Acosta e Mimi Pollak. Para saber mais sobre seus filmes:
 http://melhoresfilmes.com.br/atores/greta-garbo



5) Robert Montgomery: Henry Montgomery Jr. nasceu no Estado de New York em 1904, e era filho de Henry e Mary Weed Montgomery. O pai era Presidente da New York Rubber Company, e a família era rica. Mas em 1922, ele cometeu suicídio, saltando da Ponte do Brooklyn. Por essa época, a fortuna já não existia mais e Henry Jr. foi para New York City, onde começou a atuar no teatro. Em Hollywood, sua estréia se deu em 1929, no filme So This Is Colegio. Um ano antes, ele havia se casado com Elizabeth Bryan Allen, com quem viveria até 1950, tendo dois filhos: os também atores Elizabeth Montgomery (1933/1995) e Robert Montgomery Jr. (1936/2000). Na década de 30, Robert atuou em O Presídio e A Divorciada (1930), Vidas Privadas e Inspiração (1931), Asas da Noite (1933), Quando Uma Mulher Ama e Amor Que Regenera (1934), Adeus Mulheres (1935), O Clube dos Suicidas (1936), A Noite Tudo Encobre e A Última Conquista (1937), entre outros. Trabalhou com atrizes do quilate de Greta Garbo, Norma Shearer e Myrna Loy, entre outras. Em 1935 ele foi eleito para presidir o Screen Actors Guild, sendo novamente eleito em 1946. Em 1937 foi nomeado ao Oscar de Melhor Ator por A Noite Tudo Encobre, onde interpretava um psicopata. No início da década de 40 atuou em Um Casal do Barulho, Que Espere O Céu e Deliciosa Aventura (1941). Depois juntou-se à Marinha dos EUA e lutou na Segunda Guerra Mundial, voltando a atuar somente em 1945, como Ator e Diretor, em filmes como Do Lodo Brotou Uma Flor e A Dama do Lago (1947) e Nascida Para Amar (1949). Mas também trabalhou com o Diretor John Ford em Fomos Os Sacrificados (1945), como Ator e Diretor. Em 1950, separou-se de sua primeira esposa e se casou com Elizabeth Grant Harkness, com quem viveu até a sua morte, em 1981. Na década de 50 ele trabalhou como consultor de mídia, cuidando da imagem do Presidente Eisenhower. Para saber mais sobre os filmes do ator: http://melhoresfilmes.com.br/atores/robert-montgomery